Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 10/08/2021
Os avanços tecnológicos trouxeram possibilidades que favoreceram e diz favoreceram alguns setores e causaram impactos diretamente no estilo de vida das pessoas. Dentre esses, o meio digital recebe destaque através de seu vasto alcance. No entanto, esse avanço refletiu no comportamento de bilhões de pessoas que sofrem com a manipulação oriunda do consumismo, ligado por pessoas que se dizem serem influenciadores digitais. Por isso, torna-se necessário o debate acerca da influência desses nas decisões de consumo da sociedade.
De acordo com a pesquisa realizada pelo Instituto Qualibest no ano de 2018, demonstrou que os influenciadores digitais são a segunda maior fonte de tomada de decisão de compras. Desse modo, ao analisar essa nova ferramenta de marketing, na qual constituem em utilizar as redes sociais, é notório a manipulação consumidora a qual os indivíduos que possuem acesso a esse meio são submetidos. Logo, é visível um reflexo da sociedade contemporânea, na qual o lucro e interesses são predominantes na atual sociedade. Porém, faz-se imprescindível, a dissolução dessa conjuntura para reversão da imagem atual do consumismo.
No entanto, com toda a influência das mídias sociais, o ser humano perde a sua capacidade de expressão e depende de fatores externos como os influenciadores para construir sua opinião e pensamentos. Conforme o conceito da “conformidade cultural”, do psicólogo Solomon Asch, é possível entender o que ocorre a princípio é o comportamento de manada. Tal preceito afirma que, por influência de fatores coercitivos, o cidadão perde seu pensamento de individual e junta-se a uma massa coletiva. Dentro desse contexto, o indivíduo é altamente bombardeado de opiniões e interesses capazes de mudar a mentalidade, e até mesmo o comportamento. Entretanto, essa prática torna-se prejudicial à autonomia individual.
Evidencia-se, portanto, com o intuito de amenizar essa problemática, o congresso nacional deve formular leis que limitam essas divulgações comerciais realizado por empresas privadas por meio de punições aos que descumprirem afim de acabar com essa imposição midiática. As instituições escolares em parceria com as famílias, devem inserir a discussão sobre esse tema quanto no âmbito escolar e doméstico, por intermédio de palestras com a participação de psicólogos e especialistas que debatam acerca de como agir online, com objetivo de desenvolver desde a infância a capacidade de utilizar a tecnologia a seus princípios. Dessarte, a sociedade será mais livre e pensante, tornando mínima a ação de influenciadores sobre o corpo social.