Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 17/08/2021
Segundo George Orwell, escritor britânico, “a massa mantém a marca, a marca mantém a mídia e a mídia controla a massa”.Tal afirmativa encontra fundamento na sociedade brasileira, a qual possui suas decisões de consumo impactadas pela manipulação midiática.Através de influenciadores digitais, são criadas tendências por meio da divulgação de produtos e serviços que, consequentemente, resultam na manipulação de marketing e no consumismo induzido.Assim, são necessárias medidas para combater tal problemática.
A priori, deve-se esclarecer que o papel publicitário desses profissionais é, por meio de indicações, guiar seus “seguidores” na aquisição de bens.Contudo, tais recomendações resultam na alteração do consumo de mercado.Por isso, esses vlogueiros são visados pelas grandes marcas que objetivam alavancar as vendas - mediante a fomentação do consumo popular - e, para isso, compram a opinião de tais influencers.
Desse modo, os influenciadores têm um impacto que vai além das decisões de compra, roçando no estilo de vida e nas opiniões de seu público.Consequentemente, o grupo de influenciados é compelido a buscar uma vida de tendências, baseada em valores materialistas - que os leva a intensificação do consumismo.Logo, cumpre-se a afirmativa de Zygmunt Bauman: “a sociedade de consumo torna-se, portanto, um fenômeno de massas”.
Dessarte, medidas exequíveis devem ser tomadas com o propósito de conscientizar a sociedade sobre as influências em seu papel de consumidor.Primeiramente, o Ministério da Educação deve incrementar no currículo do ensino médio - e não só no ensino fundamental, como foi feito em 2017 - a Educação Financeira para alunos e professores.Além disso, o Minstério da Economia deve financiar projetos como o Me Poupe! Show, publicitando seus conteúdos de maneira a expandir o ensino financeiro à população, para que esta esteja consciente de seu consumo e não seja, portanto, controlada por ele ou manipuladores de marketing.