Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 21/08/2021

Na animação “Boruto”, o personagem Naruto, pai do protagonista, consegue convencer toda a cidade a frequentar o restaurante Ichiraku, após aparecer em uma propaganda do mesmo. De forma análoga, o Brasil em sua atualidade está cheio de pessoas que se denominam “influenciadores digitais” e, assim como o personagem, tornam-se fundamentais para a escolha de itens, comidas, lazer de seus seguidores. No entanto, essa nova forma de divulgação pode acarretar problemas como o consumismo e a alienação associada a compra de produtos.

Em primeira análise, é evidente que os inluenciadores digitais tem sido um grande potencializador desse consumo exacerbado, hábito muito comum entre pessoas que procuram satisfação em compras. Isso acontece, porque, com base na teoria do pensador Valdeci Paiva, “O consumismo é a busca de uma felicidade que nunca é encontrada”, o qual pode fazer uma pessoa ficar subordinada a ele e gerar um vício. Sob essa ótica, constata-se que o discurso dos “influencers” na modernidade moldou o comportamento do cidadão a acreditar que para ter uma vida mais legal ou divertida é preciso comprar os itens que os mesmos divulgam. Logo, eles fazem com que seus seguidores construam um costume nocivo a seu bem-estar.

Ademais, a compra de produtos feita de forma alienada é um fator que faz com que muitas pessoas acabem por obter um item apenas porque um influenciador indicou e não pela sua utilidade. Dessa forma, ao relacionar a alienação exposta na teoria do filósofo Karl Marx, vê-se que a relação entre burguesia e proletariado torna-se semelhante a de “influencer” e seguidor, visto que um impõe um controle sobre o pensamento e poder decisivo do outro. Logo, o cidadão acaba por deixar de lado seus próprios gostos e escolhas aos de um símbolo.

Portanto, o consumismo e a alienação na compra de produtos precisam ser diminuídos. Para isso, o Governo Federal, como garantidor da educação para os cidadãos brasileiros, deve combater esse pensamento por meio da promoção de palestras, as quais possam ensiná-los a terem sapiência financeira, controle de consumo e poder de fazer suas próprias escolhas, é importante também que sejam exibidas em instituições educacionais, praças públicas e em canais de televisão, com a presença de professores de economia, influenciadores digitais e políticos populares. Isso deve ser feito a fim de que as pessoas consigam controlar seus vícios e comprar com consciência.