Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 10/08/2021

Promulgada pela ONU (Organização das Nações Unidas), em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à liberdade de pensamento e ao bem-estar social. Conquanto, a influência de consumo gerado pelas grandes empresas através de influenciadores digitais impossibilita que parcela da população desfrute desse direito universal na prática. Diante do exposto, cabe analisar os fatores que favorecem a manipulação consumista da mídia em cima da população.

A saúde é o principal fator para o desenvolvimento de um país. Sendo, atualmente, subdesenvolvido seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema de saúde mental eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado deste contraste está claramente refletido na competição desleal das grandes marcas em busca de lucro através de propagandas promovendo a manipulação dos consumidores de adquirir um produtor após virar alvo de grande publicidade pelos chamados “influencers digitais” que promovem uma ideia idealizada de vida perfeita. De acordo com uma matéria feita pelo jornal Metrópole “É a maneira subconsciente que o mercado encontrou de moldar os pensamentos, comportamentos e atitudes das pessoas sem que elas tenham consciência disso. Só no ano passado, o Instagram contabilizou 12,9 milhões de posts de influenciadores patrocinados pelas marcas. E esse número deve dobrar em 2018, criando um mercado estimado em cerca de US$ 1,7 bilhão”.

Vale, ainda, salientar a obsolência programada principalmente dos produtos tecnológicos como impulsionador do problema. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações políticas, sociais e econômicas é característica da “modernidade líquida” vivida no século XXI. Desta forma, é inadimissível acreditar que em meia a tanta desigualdade social a população ainda é submetida a passar pelo processo de alienação promovida por grandes empresários.

Portanto, indubitavelmente, medidas devem ser tomadas. O Ministério da Economia através de palestras ministradas por profissionais contratados deveria promover para a população cursos de educação financeira para contribuir com o aumento da qualidade de vida da população administrando melhor o dinheiro que circula. Além disso, A Secretaria Especial de Comunicação Social deveria promover através de propagandas alertas de slogans manipuladores para que a população se atente aos chamados consumistas e preserve a saúde mental contra ideias idealizadoras de vida perfeita vendida em redes sociais na tentativa de diminuir o capitalismo extremo das grandes empresas em cima da populção. Desta forma, o Brasil seria capaz de solucionar o problema do impacto da mídia nas decisões de consumo da população.