Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 11/08/2021

A chegada da família Real portuguesa ao Brasil, em 1808, levou as mulheres brasileiras a rasparem a cabeça. Elas acreditavam que essa era a nova tendência em Portugal, pois não tinham conhecimento da infestação de piolho ocorrida no navio. Embora seja um fato antigo, acontecimentos semelhantes ocorrem frequentemente devido à atuação dos influenciadores digitais que agem diretamente nas decisões de consumo das pessoas. Logo, esses influenciadores levam outras pessoas a mudar momentaneamente as suas preferências e induzem a acreditar na qualidade do produto, uma vez que, fazem apenas a propaganda e muitas das vezes nem utilizam os produtos.

Precipuamente, a influência pode interferir até nas ações da Bolsa de Valores. Em 2021, o jogador Cristiano Ronaldo durante uma entrevista, afastou uma garrafa de Coca Cola da mesa e disse: “Bebam água!”. Tal atitude refletiu diretamente nas ações da bolsa de valores da empresa, que terminou aquele dia em queda, porém poucos dias depois a Coca Cola se restabeleceu ao antigo patamar. Desse modo, o engajamento virtual que os influenciadores possuem advém da densa quantidade de seguidores, que  onde compartilham várias vezes o conteúdo nas redes sociais. Em síntese, influenciadores digitais possuem poder para induzir atitudes e comportamentos momentâneos nas pessoas, o que retira a escassa autonomia pertencente a elas .

Além disso, nem tudo indicado por influenciadores é tão boa quanto aparenta ser. Até 2020, a influenciadora Gabi Brandt fazia propaganda dos produtos da “Beyoung” e transparecia a qualidade durabilidade dos cosméticos. Entretanto, em um vídeo postado no Instagram após perder o contrato, ela inferiu que os produtos não eram tão bons quanto dizia. Em vista disso, muitas pessoas foram lesadas devido à propaganda feita por ela, pois acreditaram na postagem e adquiram o produto. Logo, os influenciadores digitais interferem diretamente na vida pessoal financeira das pessoas, o que pode causar frustração e constrangimento, caso não haja veracidade na propaganda.

Portanto, as ONGs em parceria com o Ministério da Cidadania, devem afirmar a importância de fazer as próprias escolhas de acordo com as atuais necessidades e realidades financeiras de cada pessoa. É necessario que seja realizado por meio de postagens nas redes sociais, visto que são bastante acessadas todos os dias. Salienta-se ainda que, sejam feitas charges e avisos utilizando o humor como forma de informar e conscientizar as pessoas. Certamente, os influenciadores não mais influenciarão na decisão dos seus seguidores e assim, será preservado a diversidade e liberdade de escolha de cada um.