Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 11/08/2021

A globalização, datada seu início em meados do século XV, com seu aprimoramento de influências mercadológicas no início da terceira Revolução Industrial, faz com que se explique a narrativa discutida na sociedade moderna. O uso de pessoas pelo mercado para a subimissão de outras diante de produtos não necessários, ou de extrema urgência, tem gerado um grande problema na sociedade, na realidade dos que a pertence, e que precisa ser mitigado. Essa realidade é fruto do capitalismo e da influência midiática.

Desde que Adam Smith cunhou como bases do liberalismo econômico em seu livro ‘a riqueza das nações’, o lucro configura-se como um dos principais objetivos do capitalismo. De acordo com Adorno e Horkheimer, filósofos representantes da escola de Frankfurt, o capitalismo estimula uma “necessidade” de compra ilusória, e essa ilusão provoca satisfação pessoal, levando certa alienação diante de produtos vistos pela primeira vez, como a febre dos “Fidgets Spinners”, em 2017, vários conteúdos produzidos e panfletagem de diversão exacerbada dos jovens quando brincavam com esse produto e a necessidade de uma corrida mercadológica entre as empresas de qual era o mais sofisticado e interessante. Consequentemente, fazendo com que o capitalismo se fortaleça e as empresas saibam lidar com os gostos de seus clientes e a forma de chegar até eles, gerando consumismo extremo, uma falsa felicidade e dependência cada vez mais forte.

Ademais, vale destacar a influência midiática como agravante desse revés. De acordo com o pensador francês, Pierre Bourdieu, “aquilo foi criado para ser um instrumento de democracia, não deve ser convertido em uma ferramenta de manipulação.” por exemplo, as redes de grandes “influencers” voltadas para procedimentos estéticos, que não tem uma garantia de que fará bem, pois não tem quem tenha feito esse procedimento em um tempo seguro de dez anos, mas é colocado como bom e seguro pela maioria das pessoas públicas -como algo bonito que irá fazer a diferença e a melhor opção quando não está se sentindo bem no próprio corpo. Por conseguinte, uma sociedade frustrada com a ilusão de melhora que lhe foi prometida, pessoas cada vez mais controladas, maquináveis e doentes.

Evidencia-se, portanto, com o intuito de amenizar essa problemática, o congresso nacional deve formular leis que limitam essas divulgações comerciais realizadas por empresas privadas por meio de punições aos que descumprirem. As instituições escolares em parceria com as famílias, devem inserir a discussão sobre esse tema quanto no âmbito escolar e doméstico, por intermédio de palestras com a participação de psicólogos e especialistas que debatam sobre como agir online, com objetivo de desenvolver desde a infância a capacidade de usar a tecnologia a seus princípios.