Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 12/08/2021

A internet mudou a forma como consumimos, como visualizamos as coisas a nossa volta, mudou nossas opiniões e hábitos diários.Com a popularização das redes sociais, como Facebook, Instagram, YouTube e Twitter, a forma com que as pessoas consomem e se relacionam com as marcas passou por uma nova transformação, desta vez impulsionada pelos influenciadores digitais.

Primeiramente, os influenciadores tem um forte poder de opinião, ou seja, se algum deles postar sobre uma marca de maquiagem por exemplo, as milhares de pessoas que acompanham eles pelas redes sociais, vão involuntariamente criar um certo desejo por aquela coisa e querer compra-la imediatamente. De acordo com um estudo, o brasileiro fica, em média, mais de nove horas por dia conectado, então com isso vemos o quão forte os influenciadores ocupam um  espaço na nossa sociedade atualmente. Imersos nessa realidade altamente conectada, o impacto dos influenciadores digitais no mercado é inegável, hoje em dia milhares desses influentes passam por situações como, pintar os próprios cabelos, usar vitaminas e produtos para a pele, só para que possam ganhar uma renda regularmente boa e simplesmente influenciar seu público a querer comprar aquele produto ou usar o produto.

Paralelamente, convém salientar os efeitos negativos desse hiperconsumo ao meio ambiente gerado pela parte influenciadora. De acordo com o artigo 225 da Constituição Federal brasileira, é direito de todos ter o meio ambiente ecologicamente equilibrado. Contudo, a própria sociedade colabora no cenário de poluição, e os influenciadores digitais mostram-se despreocupados quanto à importância ambiental em seus perfis, sendo vetores da produção de lixo. Nesse sentido, o impacto nocivo dos produtores de conteúdo digital suscita análises imperiosas,  e vemos como isso é prejudicial  hoje em dia.

Portanto, faz-se mister que a mídia nos canais de TV, junto às agências de publicidade, realizem campanhas informativas e reflexivas sobre a transparência nociva – embora existam positivas – dos “influencers” das redes sociais, a fim de atenuar a conscientização necessária a respeito de seus malefícios comportamentais na sociedade de consumo. Dessa forma, a manipulação atenuada aos influenciadores da cultura digital distanciam a noção da indústria cultural.