Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 12/08/2021
Com o surgimento da Revolução Industrial 4.0, houve uma mudança no modo de vida das pessoas, a tecnologia ganhou seu espaço e agora faz parte do cotidiano de toda população brasileira. Sob essa perspectiva, pode-se evidenciar uma gama de influenciadores digitais usando as redes sociais como âmbito profissional e conquistando grande reconhecimento. Porém, apesar desses ‘‘influencers’’ servirem de entretenimento, também estão diariamente postando publicidades que manifestam nos internautas vontade de adquirir tais produtos e, consequentemente, influenciam o consumismo.
Nesse sentido, é notório que a manifestação de vontades consumistas pelos ‘‘digitais influencers’’ nos usuários contribue para o aumento de gastos desnecessários. Desse modo, o ‘‘determinismo’’ foi um conceito muito presente nas escolas literárias, como o Realismo e Naturalismo, e afirmava que o meio em que o indivíduo vive tem extrema influência nas suas atitudes, ou seja, o homem é produto do meio. De maneira análoga, no meio da internet, cada vez mais as pessoas idealizam a forma que os inflenciadores vivem e procuram se aproximar do padão de vida deles, no qual é exposto a todo momento em redes sociais e provoca um interesse de consumo desnecessário e doentio.
Por conseguinte, o consumismo está sendo enraizado dia a dia na sociedade brasileira. Sob esse viés, segundo o sociólogo Karl Marx, no mundo capitalista, tudo gira em torno das relações econômicas e, dessa forma, entende-se que as relações sociais, culturais e políticas, por exemplo, dependem da economia para funcionar, o que deixa claro como o lucro tem importância em uma comunidade. Nesse contexto, pode-se observar que os influenciadores digitais são imprescindíveis para a divulgação de mercadorias e o giro do capital, o que deixa claro a força que estão obtendo no sertor econômico. Assim, torna-se necessário uma urgente intervenção para a problemática já citada.
Portanto, cabe à própria mídia com a ajuda do governo promover a mitigação do consumismo em formato de campanhas com postagens sobre o que é o consumismo, como ele está presente nas redes sociais de influenciadores e como pode prejudicar a vida de alguém. Dessa forma, essas publicações ocorrerão por meio das redes sociais dos governos de cada estado e prefeitura, contendo apoio aos indivíduos que sofrem com esse comportamento impulsivo e incentivando à procura de psicólogos, afim de diminuir essa influência negativa dos ‘‘digitais influencers’’ no Brasil.