Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 17/09/2021

Na série The Bold Type, é retratada as vidas de funcionários de uma revista de moda, Scarlet, na qual passa por uma transição no seu modo de distribuição, da impressa para a digital. Ao longo da trama, a narrativa revela a importância dos influenciadores digitais para a divulgação da revista, assim como o perfil desejado para a representatividade: isento de problemas virtuais e com reflexo de empoderamento. Fora da ficção, fica claro que a realidade apresentada na série pode ser relacionada àquela do século XXI, visto que tanto na busca por transpassar uma vida perfeita, quanto a influencia no dia a dia, são fatores que corroboram para tal situação.

Em primeiro lugar, no livro “Sociedade do Espetáculo” do filósofo e sociólogo Guy Debord, é explicitada sua teoria de que todas as pessoas vivem suas vidas como se fossem uma performance, sempre tentando dar um melhor show umas para as outras e aparentar perfeição. Nesse sentido, nada melhor do que os influenciadores digitais para associar a tal livro, sendo que sua grande maioria comporta-se de acordo a parâmetros e scripts, com o intuito de gerar admiração, como é o caso de viagens caras, restaurantes de requinte e roupas e acessórios luxuosos. No entanto, tais influenciadores omitem inúmeras questões que, muitas das vezes, são reflexos de uma vida normal, como é o caso das inseguranças, dificuldades financeiras e problemas familiares.

Em segundo lugar, assim como supracitado na série, as redes sociais e principalmente o instagram, tem sido a principal ferramenta para a disseminação de gatilhos emocionais e possíveis problemas relacionados à depressão e ansiedade, uma vez que o reflexo da “vida perfeita” tem feito com que indivíduos os comparem uns com os outros e tente a todo custo os acompanhar. Neste viés, também com a mania de comparação, a influência das mídias digitais fazem com que o consumismo exacerbado venha a ocorrer, pelo simples fato dos influenciadores digitais estarem utilizando determinado produto, ou pelo estigma associado de “estar na moda”.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o empasse. Logo, cabe ao Governo Federal, com o apoio da mídia, na criação de palestras e campanhas informacionais nos diversos aplicativos existentes, sobre a importância da não influência digital. Sendo assim, é interessante que os próprios influenciados apresentem e informem sobre a realidade de cada um no meio, assim como seus problemas e desafios enfrentados. Dessa forma, fará com que o individuo tenha mais cautela na navegação das redes sociais e, consequentemente os livrem de gatilhos e doenças futuras relacionadas.

Nesse sentido, em pleno seculo xxi, em meio a era digital, é comum a associaçao de influenciadores digitais a suas marcas com o obetivo de captar clientes para o seu sucesso. No entanto, é notorio que além de estigar a prática exacerbada do consumismo, tem tambem a possibilidade de influencia em torno de um produto sem o conhecer.

Em uma primeira análise, de acordo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica(IBGE), no Brasil, quase que 70% da populaçao tem acesso a internet. Sendo assim, a internet com os seus inumeros aplicativos de redes sociais se torna o principal meio de dissiminaçao de informaçoes e quase sempre faz uso de mecanismos como os influenciadores digitais para ajudar na divulgaçao. Todavia, em alguns casos, tal influencia tem desencadeado excessivamente a aquisiçao de produtos, como tambem a busca exacerbada pela vida posta no instagram, gerando por si problemas de saúde como ansiedade e depressao.

Ademais, é fundamental apontar que muitos dos influenciadores nao utilizam-se da fase de teste de produtos e já fazem a publicidade como se tevessem utilizado e aprovado. Dessa forma,

Portanto, faz-se imprescindivel que a midia - instrumento de ampla abrangencia - informe a sociedade a respeito da possibilidade de comportamente de alguns influenciadores e como conviver com tal situaçao sendo sempre atento com qual conteúdo consumir por meio de comerciais periódicos nas redes sociais.