Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 13/08/2021

Segundo a Lei da Inércia, de Newton, um corpo tende a permanecer parado até que uma força aja sobre ele. Fora da Física, observa-se esse mesmo empecilho no que tange à negativa influência dos influenciadores digitais nas decisões de consumo, já que não tem uma força para intervir. Com efeito, evidencia-se a efetivação de um grave problema, em virtude da negativa influência midiática e da ausência de informações.

Diante desse cenário, é válido ressaltar a maléfica influência da mídia como promotora do imbróglio. Conforme Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Nesse sentido, vê-se que a mídia, em vez de promover debates que elevem  o nível de informação da população sobre os produtos que são orientados pelos influenciadores digitais, colabora para a perpetuação do entrave, pois a sociedade é instruída a seguir um padrão de vida e de consumo, chegando até, muitas vezes, a colocar a própria vida em risco, como por exemplo, pessoas que buscam o corpo perfeito para serem aceitas por um determinado grupo, e são orientadas a comprar ‘‘remédios milagreiros’’ e fazer algumas ações, desenvolvendo distúrbios como bulimia e anorexia.

Além disso, nota-se a falta de informações como impulsionadora desse quadro deletério. A plataforma digital ‘‘Instagram’’, é um dos locais mais propícios para as pessoas serem influenciados por os ‘‘influencers’’ e , alguns perfis de fofoca com ‘‘Gina Indelicada’’, colaboram para esse processo em decorrência da alienação social no que se refere ao consumo, aumentando o processo de absolecência programada e beneficiando apenas as empresas que contratam esses influenciadores para ‘‘orientar’’ as pessoas no que comprar e de quais marcas comprar, tornando, dessa forma, o corpo social um local padronizado e sujeito ao desenvolvimento de problemas psíquicos, como ansiedade e depressão, em consequência da instrução dos influenciadores  digitais.

Depreende-se, portanto, a necessidade de discutir sobre as ações do influenciadores digitais no que tange ao consumo. Assim, especialistas em redes sociais, com o apoio de psicólogos, devem desenvolver ações que revertam a má influência midiática sobre a questão da influência digital. Tais ações devem ocorrer nas redes sociais, por meio da produção de vídeos que alertem e informem sobre as reais condições de seguir perfis de influenciadores digitais, comparando o tratamento que a mídia dá com relatos de pessoas que de fato vivenciaram tal problema ao seguirem as instruções dos ‘‘influencers’’. É possível, também, criar uma “hashtag” para identificar a campanha e ganhar mais visibilidade, a fim de conscientizar a população sobre os riscos e como evitar ser ‘‘orientada’’.