Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 13/08/2021

A popularização da internet e o processo de Globalização possibilitaram um indivíduo interagir com várias pessoas ao mesmo tempo, como, por exemplo, os chamados “blogs” que surgiram por volta do ano 2000, alguns indivíduos adquiriram fama e popularidade, e assim, empresas utilizaram-se disso para propagandear algum produto, e, com isso, esses “influencers” assumiram papel fundamental nas decisões de consumo dos seus seguidores. Diante disso, pode-se observar que esses indivíduos estão envolvidos em um tipo de profissão que não exige formação ou curso superior, somente alguns milhares de seguidores já são o bastante. Entretanto, essa influência pode acarretar em uma problemática relacionada com o consumo desenfreado e a alienação em massa. Logo, os seguidores devem ter cuidado com as influências.

A diante, é possível citar a atuação da Globalização na criação de novos tipos de profissões, como é o exemplo dos influenciadores, que ainda não são considerados profissionais de fato, mas em 2018 conseguiram circular mais de 1,5 bilhão de dólares. Nesse sentido, uma pesquisa do Ibope Inteligência explicitou que mais de 50% dos brasileiros compram algum produto embasados na opinião de algum influenciador. Dessa forma, é possível notar o poder desses “influencers” na opinião social, onde seus atos são capazes de criar uma ação conjunta favorecendo ou não algum tipo de serviço ou marca, atuando como as propagandas de televisão, pode-se considerar uma nova mídia, que está ocupando o espaço antes ocupado somente pelos programas de TV,

Entretanto, essa forma de atuação tem relação com o consumismo exagerado, pois há a alienação das bolhas que formam o público seguidor do influenciador digital. Nesse âmbito, cabe citar a Alegoria da Caverna, criada pelo filósofo clássico Platão, onde pode-se comparar os homens que estão presos no interior caverna com as “bolhas sociais” criadas pelos influencers em suas redes, pois estão sempre a mercê da mesma visão, e não conseguem sair com facilidade dessa realidade. Nese sentido, percebe-se que os seguidores devem ter cuidado ao permitirem serem influenciados de qualquer forma somente por um ideal, assim, terão menos chances de serem alienados.

Portanto, essa nova mídia tem papel importante na formação das futuras sociedades, e, por isso, merece ser tratada com cuidado, para que não atue de forma negativa. O ministério da educação, deve, por meio das escolas-âmbitos incumbidos de formar moral e intelectualmente os jovens-, fornecer aulas e palestras que tratem sobre o tema da influência digital e sobre seus efeitos na sociedade, para, com isso, formar cidadãos preparados para as novas pressões sociais exercidas pela mídia comercial. Logo, a atuação dessas pessoas nas redes sociais seria algo mais seguro para a sociedade.