Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 13/08/2021

A Revolução Digital e o advento da internet, em um contexto de intensa globalização, propiciaram mudanças drásticas na maneira de se fazer publicidade, cedendo espaço para os influenciadores, nas redes sociais, sendo imprescindíveis para as marcas. Todavia, no que tange ao impacto dos influenciadores digitais nas decisões de consumo da sociedade, o que se nota é uma relação quase que doentia. Tal fato é percebido, ora pelo índices de consumismo cada vez mais altos, ora pelos distúrbios que são acarretados pela ilusão do ter em detrimento do ser.

Em verdade, é notório que o consumo, já inerente no modelo capitalista, ganhou proporções ainda maiores após a chegada dos blogueiros na web. Sob esse viés, quando George Orwell, escritor britânico, afirma que a massa mantém a marca, a marca mantém a mídia e a mídia manipula a massa, ele postula o ciclo vicioso e prejudicial no qual os indíviduos estão inseridos, essencialmente na conjuntura atual, em que a propaganda é feita de maneira implícita. Dessa jeito, o “influencer”, ao filmar momentos do seu dia, nas redes sociais, vai inserindo para seu espectador serviços, e, muitas vezes sem nem perceber estarem sendo influenciadas, as pessoas começam a comprar esses produtos, em busca da afirmação do bom e do belo que está ligada a imagem do influenciador. Assim, é importante que o assunto seja discutido, principalmente nas escolas, já que jovens e crianças são os mais afetados, devido a fragilidade crítica, própria da idade.

Outrossim, os influenciadores vendem não só produtos, mas também estilos de vida, que quando não alcançados pelos que seus influenciados, podem ser propursores de doenças psicológicas. Nessa perspectiva, no filme Carnaval, produção brasileira, é retratado o estado de sofrimento e solidão, características da depressão, que a protagonista se coloca para tentar viver o que sua “influencer” vive no instagram. Da mesma forma, fora da ficção, os indíviduos tentam seguir o mesmo padrão de seus ídolos, contudo, sem ter condição financeira, se frustam, estabelecendo o cenário perfeito para o surgimento de problemas psicossociais. Logo, é essencial a disponibilização de psicólogos nos postos de saúde e nas escolas.

Destarte, com o intuito de mitigar os entraves supracitados, é mister que as instituições educativas, centros irradiadores do conhecimento crítico, discutam com os jovens o impacto dos influenciadores digitais no contexto social, por meio de feiras culturais e de rodas de conversas, voltadas ao prejuízo do consumo, com o fito de atenuar o consumismo exacerbado vindo da publicidade dos “influencer’s”. Ademais, é impreterível que se tenham psicólogos e psiquiatras atendendo a população menos abastada, a fim de minimizar os problemas mentais advindos com essa nova forma de propaganda.