Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 13/08/2021

Hodiernamente, as redes sociais e seus influenciadores formam a maior rede de consumo ao redor do mundo. Devido a ampla quantidade de admiradores, o marketing digital se torna mais visto e amplia a área de alcance dos mais diversos negócios, ao mesmo tempo que fomenta o aumento constante do consumo exagerado para atingir um padrão exposto nas redes.

Primeiramente, os influenciadores digitais também conhecidos como “influencers”, são pessoas que criaram uma carreira na internet. Muitos iniciaram esse caminho postando vídeos de maquiagem, moda entre outros, e foram ganhando a admiração de milhões. Principalmente com o avanço da globalização, as redes sociais ganharam um espaço de influência sobre diversas áreas, uma delas sendo a indústria do consumo. Segundo o site “Computer World”, 41% dos consumidores são convencidos pela internet, então, as lojas passam a utilizar os “influencers” para divulgar seu produto, onde agora ao invés de pagar para ter um anúncio na rádio, o pagamento é direto aos donos dos grandes perfis que postam vídeos e fotos monstrando o produto. Dessa forma, o empreendedor, que agora tem seu produto exposto em uma nova área, chama a atenção de grupos que um anúncio não chamaria e consegue ampliar seu negócio, devido não só a grandiosidade da internet mas como ao alto poder de persuasão daqueles que trabalham com a mesma.

Ademais, sabe-se que os números nas redes sociais são inimáginaveis, grande exemplo disso é a paraibana Juliette, vencedora do BBB 21. Anteriormente, ela era uma estudante de concurso que saiu da casa mais vigiada do Brasil com mais de 25 milhões de seguidores. A vida dela passou a ser vista como um produto que todos cobiçavam, onde um tênis usado no aeroporto esgota em questão de minutos. Utilizando esse exemplo, percebe-se que o consumo virtual se tornou tão extenso que as pessoas passam a estabelecer como meta ter a vida que levam os famosos, onde querem as roupas e o estilo de vida dos mesmos, gerando um consumo exarcebado. A realidade na maioria dos casos não permite atingir esse modo de viver, porém a influência faz tentar alcançar o inalcançável. Dessa maneira,  as profissões dos sonhos não são mais ser médico, engenheiro, artista e sim ser influenciador digital.

Logo, cabe a própria mídia, área que concentra os consumidores, na forma de sites e redes sociais,  utilizar de suas plataformas para fomentar o consumo mas de maneira consciente,aproximando das pessoas aquilo que condiz com sua realidade, por meio até mesmo dos influenciadores, com publicações que demonstrem como atingir esse objetivo. A fim de estabelecer um equilíbrio entre a consumação que é benéfica e aquela que prejudica.