Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 13/08/2021
Revolução Técnico-Científico-Informacional, pós Guerra Fria, surgimento de novas tecnologias e mídias sociais, nova ponte para atuação do capitalismo. É certo que em um cenário marcado pelo desenvolvimento e crescimento do “mundo digital” a figura do influencer assume um papel de impacto no que tange as decisões de consumo e hábitos da população brasileira, principalmente, devido à conexão e sentimento de proximidade que esse segmento gera com seu público. Contudo, com o crescimento do marketing de influência, o consumismo exarcebado ganha força e gera problemas ambientais, que afetam todos os brasileirose, devendo portanto ser considerados.
Efetivamente, os influenciadores midiáticos impactam seus seguidores de forma acertiva e coesa ao gerarem nos internautas um sentimento de afetividade e uma ideia de proximidade, o que se torna um canal de visibilidade utilizado por diversas marcas no país. Segundo o filósofo Pierre Lévy, a sociedade hodierna é hiperconectada, recebe milhares de informações por segundo sem que haja um filtro. De fato, grande parcela da sociedade brasileira utiliza as mídias digitais como forma de entretenimento e meio de compra, levando, muitas vezes, em consideração as opiniões e sugestões de produtos indicados pelos influenciadores digitais que seguem devido o sentimento do “gente como a gente” e pela identificação gerada pelos criadores de conteúdo, que se utilizam de tal relação, juntamente com as marcas parceiras para suscetibilizar o consumo do seu público, o que gera crescimento de seu alcance e lucro para as marcas. Prova disso são os aproximadamente 13 milhões de posts de influenciadores patrocinados pelas marcas no ano de 2017, somente no Instagram, segundo dados da própria plataforma.
Em consequência da relação internauta, influenciador digital, mercado capitalista, o consumismo exponencial é incentivado ao ponto de se tornar prejudicial ao meio ambiente e aos brasileiros. Realmente, problemas ambientais como o descarte de lixo de maneira inadequada é perceptível no Brasil em manchetes sobre poluição de rios e solos, bem como enchentes. Manifestação disso, é que no ano de 2020, foram produzidas cerca de 79 milhões de toneladas de lixo no Brasil, segundo o Panorama de Resíduos Sólidos. Resultado sobretudo de um corpo social influenciado pelo capitalismo, onde o “ter” se sobrepõe ao “ser” e as mercadorias se tornam obsoletas e facilmente são descartadas para que novas tendências se instalem.
Faz-se necessário, portanto, que o Ministério da Educação em parceria com o Ministério das Comunicações, insiram aulas de educação digital nas escolas por meio das próprias mídias digitais, para que seja gerado um filtro crítico a fim de se evitar o consumismo desenfreado que gera males.