Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 13/08/2021

Na sociedade moderna, é fato que o combate ineficiente ao consumismo desenfreado fomentado pelos influenciadores digitais acarreta empecilhos no cenário atual brasileiro. Nesse viés, o mal em questão perpetua-se ao passo que a plena garantia de imparcialidade desses comunicadores, quando observa-se a indução ao consumo de massa, não se reverbera com ênfase na prática. Logo, a alienação que acomete os internautas e a inobservância do Estado em relação ao problema atuam como agravantes da situação.

Com efeito, é crucial citar o impacto socioeconômico gerado pela ação de Cristiano Ronaldo, em janeiro de 2021, em escolher água e recusar o refrigerante da Coca-Cola durante uma entrevista coletiva. Após o ato em questão, segundo o portal UOL, a empresa perdeu 4 bilhões em valor de mercado. Tendo em vista a repercussão do acontecimento, é inegável que os influenciadores digitais exercem grande implicação na formação final de opinião e de possível compra de determinado produto, colocando as empresas em uma “linha” tênue entre o sucesso ou decadência. Isso se deve ao fato, em especial, do alienamento consumista promovido amplamente pelas “celebridades” digitais, já que parcela da sociedade não tem consciência da gravidade do problema, tampouco de meios pra evitá-lo. Dessa forma, ao negligenciar tal ocorrência, o ideal de individualidade em rede torna-se distante de ser alcançado.

Ademais, a incerteza sobre o assunto é outro propulsor da problemática. Nessa lógica, observa-se que a atuação dos influenciadores continua provocando transtornos à economia e ao pensamento crítico dos internautas brasileiros, principalmente na propagação de ideologias supérfluas baseadas nos bens materiais enquanto ferramenta de aprovação e de prestígio social, circunstância ratificada pelo portal de notícias “Metrópoles”, em 2018, sobre as responsabilidades dos influenciadores digitais. Partindo desse pressuposto, fica clara a ineficácia de medidas para atenuar o empecilho, dado que não há uma transparência de como o Estado lida com a situação na prática.

Portanto, é