Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 17/08/2021

A Revolução Técnico-científico Informacional trouxe mudanças importantes para as relações contemporâneas, ao aprimorar os meios de comunicação, baseando-se no uso da internet. Nessa perspectiva, pode-se salientar que essas transformações afetaram, entre outros fatores, as decisões de  consumo, uma vez que abriram portas para a entrada dos chamados “influenciadores digitais” como ferramentas propagandísticas. No entanto, torna-se preciso destacar que, se por um lado, esse acontecimento traz impactos positivos para a economia, por outro, cria falsas necessidades de consumo na população, ampliando desigualdades.

Cabe analisar, a princípio, que uma das principais benfeitorias advindas dos Influenciadores digitais no consumo se molda na movimentação financeira. Sob esse viés, isso explica-se graças ao modelo economico vigente que, baseado na obtenção de lucro, utiliza-se do espaço virtual criado, a cima de tudo, pelas redes sociais desde a Terceira Revolução Industrial, para amplificar e fortalecer as práticas de consumo. Assim, ao divulgar produtos e serviços, os Influenciadores digitais auxiliam as trocas comerciais, sendo, logo, importantes para a manutenção da rotatividade financeira.

No entanto, esses Influenciadores, ao impulsionarem o mercado de consumo, também criam falsas necessidades nos consumidores que intensificam desigualdades sociais. Nessa linha de pensamento, com a divulgação excessiva, muitos indivíduos, baseados na padronização de estilos de vida pregados pelas mídias sociais e por seus adeptos, realizam compras sem precisão. Dessa forma, tal prática alimenta uma cultura do “Ter para ser” que divide a sociedade em dois grupos: os que conseguem acompanhar os novos modos de consumo e os que não, intensificando, pois, as disparidades socioeconomicas ao criar um estilo de vida que exclui muitos indivíduos.

Portanto, tendo em vista os impactos positivos e negativos, urge que o governo federal crie o projeto “ConsunXXI”, voltado a trabalhar com as questões que rondam os Influenciadores digitais e seus impactos nas formas de consumo contemporâneas. Para tanto, isso pode ser realizado por meio de campanhas, divulgadas em redes sociais vinculados ao Estado, que falem sobre a importância dos Influenciadores na mídia como ferramentas de auxílio economico e ajudem a desenvolver na população o consumo consciente - que não apenas mostre a importancia de comprar o que é necessário, mas que quebre o padrão social do “Ter para ser” voltado ao comprar. Nesse sentido, o intuito de tal ação é unir a influência dessa nova forma de propaganda ao desenvolvimento do país e tornar o consumo saudável e não excludente.