Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 16/08/2021
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que os Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões se consumo apresentam barreiras as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da negligência estatal, quanto da influência negativa de alguns influenciadores das redes sociais à nação brasileira. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Nesse cenário, é fulcral pontuar que o consumismo descontrolado deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto isso não ocorre no Brasil. Certamente, devido a falta de atuação e investimento das autoridades na educação financeira e no controle de incentivos negativos nas mídias sociais, o público consumista aumenta, principalmente no entorno dos cidadãos mais jovens que são mais ativos nas redes de entretenimento digital, como afirma a pesquisa conduzida pelo G1 em 2018. Desse modo faz-se mister a reformulação dessa postural estatal de forma urgente.
Ademais, é imperativo ressaltar o engajamento de ideias consumistas por influenciadores digitais apoiados por grandes marcas de vestuário, alimento, entre outros como promotor do problema. Partindo desse pressuposto, observa-se o alto fluxo de propagandas que incentivam o consumo irracional protagonizadas por pessoas com alto poder de influência nas redes , de maneira que prejudica o estilo de vida da sociedade, tornando-a endividada, com alimentação indevida como fastfood, etc. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que essa ascendência do consumo desordenado contribuí para a perpetuação desse quadro deletério.
Assim, medidas são necessárias para conter o impasse. Dessarte, com o intuito de mitigar o problema, necessita-se urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio dos Ministérios das Telecomunicações e Educação em parceria com as maiores redes sociais, será revertido em propagandas que estimulem o consumo consciente, incentivos à alimentação saudável por influenciadores digitais ( com intuito de conter o consumo descontrolado e à adoção de uma alimentação saudável) , restruturação do sistema público de ensino introduzindo a educação financeira, por meio de reuniões com países referenciais. Dessa forma atenuar-se-à, em médio e longo prazo os impactos nocivos dessas sugestões prejudiciais, e a coletividade alcançará a utopia de More.