Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 13/08/2021

O marketing digital, feito pelos chamados “influenciadores digitais” através das atuais redes sociais, é uma abordagem de marketing que consiste em praticar ações, como propagandas e divulgações que exerçam influência e prestígio social sob um determinado público-alvo. Com efeito, os impactos causados ​​pelos influenciadores digitais nas decisões de consumo, geram diretamente, distorções em diversos aspectos na vida do influenciado e até patologias, como o consumismo. Assim, deve-se valorizar tanto a responsabilidade que o profissional deve ter ao conduzir seus seguidores, como também refletir sobre a mentalidade consumista e alienada da sociedade influenciada.

Na primeira análise, todas as profissões que gerem impacto direto na vida de outras pessoas responsáveis ​​de responsabilidade. Nesse sentido, a linha brasileira de maquiagem Boca Rosa Beauty da Influenciadora Bianca Andrade, originou-se e posteriormente ascendeu-se nas redes sociais através de tutoriais, postagens e propagandas da própria empreendedora. Contudo, um dos motivos de tamanho sucesso se dá pela transparência, honestidade e prudência da influenciadora com os produtos e com os seus seguidores. Desse modo, ao oferecer bons produtos, com preços ao seu público, Bianca mostra altamente responsável e influenciada pelas pessoas a buscarem os seus produtos pela qualidade e segurança que trazem.

De outra parte, a influência em comprar produtos e em fazer coisas indicadas pode gerar tanto o consumismo, uma mentalidade patológica como os transtornos psicológicos em geral. Nesse viés, a padronização dos mecanismos de consumo, no século XXI, vai ainda além do que Adorno e Hockhaimer definem no conceito de Indústria Cultural, pois com o advento do maior uso das redes sociais e das novas profissões no mercado digital, o consumidor se deixa levar, muitas vezes involuntariamente de forma automatizada, e acredita que existe um padrão perfeito de vida a ser seguido, e ele está posto nos perfis dos influenciadores. Dessa forma, o influenciado de maneira equivocada e errônea compara sua vida, seu corpo, sua rotina e suas relações a um influenciador digital que só externaliza o padrão ideal e perfeito, uma vez que esse, não existe.

Portanto, é preciso que os influenciadores digitais sejam mais humanizados e que o seu impacto nas decisões de consumo sejam responsáveis. Para isso, as empresas devem, antes de contratar e patrocinar um influenciador digital, propor, por meio de suas agências, contratos que visem uma conduta ética e respeitosa com o consumidor, que valida e utiliza, fornecido ou produto indicado. Essa iniciativa critério um critério de mitigar a divulgação de qualquer conteúdo de maneira imprudente.