Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 20/08/2021

Durante o advento da Guerra Fria, batalha ideológica entre socialismo e capitalismo, os Estados Unidos usaram como estratégia de influência a promoção do “american way of life”, causando no mundo a sensação de que o modo capitalista de consumo era o ideal. Consequentemente, com o passar dos anos, foram criadas diversas formas de influência para este consumismo, tornando os ambientes de redes sociais em mercados tóxicos de propaganda e entes socialmente relevantes em arautos das tendências mundiais. Dito isso, urge a análise e resolução de tais problemas sociais.

Em primeiro lugar, é lícito destacar que a internet, devido ao seu espaço interativo, causou um encurtamento na distância entre os indivíduos. No entanto, diferentes suportes de mídias, através das redes sociais, desenvolveram a viabilização de novos meios de negócios. Dessa maneira, o mercado do consumo, especialmente os meios publicitários, criaram técnicas atrativas e capazes de aliciar desejo nos usuários. Com isso, torna-se mais fácil a venda de produtos anunciados por indivíduos que exercem tendência nas redes, possuindo um grande poder de direcionar as massas ao objeto de venda. Nesse sentido, as pessoas se tornam vulneráveis às propagandas, visto que são expostas a elas a todo momento. Por isso, cabe ao governo fiscalizar tais publicidades no intuito de reduzir tais incidentes.

Ademais, vale postular que os indivíduos com poder de influência nos ambientes digitais não são responsabilizados quando promovem propaganda enganosa, gerando assim um ambiente de insegurança aos consumidores. Segundo dados de uma pesquisa  realizada pelo Google, foi constatado que cerca de 44% dos usuários do Instagram possuem entre 20 e 25 anos de idade, mostrando que a faixa etária que mais consome as redes sociais é a mesma que inicia o processo de entrada no mercado de trabalho, estando mais exposta às estratégias de marketing por começar a possuir poder de compra. Nesse viés, é necessário que o poder público aja em favor da proteção dessa faixa etária contra propagandas enganosas comuns nas redes sociais.

Por fim, diante dos problemas supramencionados, é necessária a ação conjunta do Estado e da sociedade para mitigá-los. Nesse âmbito, cabe ao poder público, na figura do Procon, promover a fiscalização das atividades de marketing no ambiente digital, por meio da realização de multas aos influenciadores que promoverem a emissão de propagandas enganosas. Por sua vez, a mídia nacional, em conjunto com o Ministério da Educação, deve fomentar a elaboração de propagandas públicas educativas, com o objetivo de conscientizar a população sobre o bom uso das redes sociais, afastando sua aparência de rede consumista e tornando-se num espaço de convivência digital saudável.