Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 16/08/2021

Após as Revoluções Industriais a Era Digital tomou frente, trazendo consigo avanços tecnológicos que possibilitaram, e continuam possibilitando, mudanças na maneira de pensar, comunicar-se e trabalhar. Indivíduos, em diferentes dispositivos digitais conectados ao redor do mundo todo, estão se tornando parte de um exército liderado por influenciadores digitais, os quais geram impactos nas decisões de consumo. Mesmo que a internet e as redes sociais tenham promovido novas relações e facilidades ao ser humano, a forma como os influenciadores moldam uma vida admirável através de publicidades de seus interesses é um problema, assim como as estratégias usadas para influenciar o publico a consumir cada vez mais.

Em primeira análise, é fato que muitos indivíduos buscam constantemente a felicidade nos produtos divulgados pelos influenciadores que moldam “vidas perfeitas”, o que gera efeitos colaterais em quem as consomem diariamente. De acordo com o sociólogo Karl Marx, o ato de compra não é uma necessidade real, e sim uma felicidade passageira, sendo nítido o papel influente dos “digitais influencers” nas escolhas de compra. Além disso, o Indicador de Confiança Digital (ICD), no qual declara as perspectivas dos brasileiros em relação à tecnologia, 41% dos jovens brasileiros consideram as redes sociais causadoras de tristeza, ansiedade ou depressão, potencializando os resultados dessa influência. Então, torna-se evidente que, à procura por prazer nas mercadorias divulgadas no meio digital pelas publicidades atrativas, pode resultar em danos a seu bem-estar.

Ademais, é oportuno discutir sobre a manipulação para o consumo excessivo presente nos comportamentos dos influencers, os quais aproximam os “alienados” através do uso de linguagem próxima à de seu público, provocando empatia e interesse desses. Segundo uma pesquisa de Sprout Social, apenas 26% dos consumidores não utilizam as redes sociais como um guia em suas decisões de compra. Em virtude disso, é possível comparar a realidade dos influenciadores digitais com a “Indústria Cultural”, na qual mostra a propagação de conteúdo em massa com certo objetivo econômico que manipula a sociedade de consumo, além de ser muito recorrente o poder influente sob a mídia.

Portanto, de início, os indivíduos que sofrem com estas influências devem usar de maneira racional as redes sociais, por meio da busca por outras fontes de prazer com o objetivo de não se influenciarem na vida de outras pessoas, sejam elas celebridades ou sujeitos do seu ciclo social. Também, a mídia e as agências de publicidade devem realizar campanhas informativas e reflexivas sobre a transparência dos influencers nas mídias sociais, através de posts e jornais impressos, a fim de alertar os efeitos negativos do consumo em excesso diante à sociedade.