Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 15/08/2021

Embora o século XXI seja considerado a “Era da Informação”, com dados instantâneos e forte presença de pessoas influentes aos usuários, é perceptível que a ação dos influencers é elegível à discussão, devido ao poder de influência nas decisões de consumo. Isso se explica pelos impactos negativos e positivos presentes entre a nação, visíveis principalmente no cenário de consumismo e no apelo pelas causas sociais, opostos que decorrem diretamente das ações desempenhadas pelos influenciadores.

Primeiramente, cabe ressaltar que o processo inicial dos influenciadores sobre a sociedade é a indução ao consumo exacerbado no cotidiano. Isso pode ser visto nos anúncios publicitários feitos com parcerias pagas por pessoas famosas, que veiculam frases imperativas, intuitando a compra dos produtos pelos consumidores, como em uma propaganda de chocolates “Batom” que tinha como slogan “Compre Batom, compre Batom!”. Sob essa ótica, os verbos imperativos usados por influenciadores induzem a sociedade a adquirir o produto, seja pelo conteúdo, seja pela pessoa que está anunciando, na busca pela proximidade com o anúncio. Desse modo, as pessoas tedem a consumir muitos produtos pelo grau de influência dos anunciantes, gerando, assim, um cenário de consumismo entre os brasileiros.

Além disso, também é possível analisar uma vertente oposta no papel desempenhado pelos influenciadores, que ocorre no apoio às demandas sociais existentes entre a nação. Essa dinâmica é visível a partir do apoio de muitos influenciadores, como Lucas Rangel, que apoiaram a causa do coelho “Ralph” em 2021, que consiste no interrompimento de uso de produtos testados em animais. Sob esse viés, é perceptível que, mesmo em ações não remuneradas, os influencers conseguem mudar a realidade de consumo do território brasileiro e mundial, uma vez que, muitos brasileiros deixaram de consumir esses produtos. Assim, fica clara a importância do papel dos influenciadores na busca de melhorias nas decisões de consumo.

Portanto, faz-se necessária a ação estatal na busca ações interventivas para a resolução dos pontos negativos e acentuação dos positivos. Dessa forma, cabe ao Ministério de Comunicações e Propagandas amenizar o cenário do consumismo por meio do conscientização da população acerca das frases imperativas, seja por palestras em locais públicos ou anúncios em redes sociais, objetivando o consumo equilibrado. Ademais, é dever do Ministério da Cultura promover a manutenção de lutas sociais com os influenciadores, através de parcerias com esses, de modo a aumentar o engajamento das causas, insentando a sociedade dos pontos negativos oriundos dos influencers.