Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 14/08/2021
Na série “Emily em Paris”, uma empresa convida vários influenciadores para fazerem propagandas de seus produtos nas redes sociais. Não longe da ficção, percebem-se aspectos semelhantes no que tange à questão dos influenciadores digitais e seus impactos nas decisões de consumo. Nesse contexto, torna-se evidente que a má influência midiática pode influir na banalização de procedimentos cirúrgicos.
Sob essa perspectiva, é relevante abordar que as “influencers” utilizam seu poder de persuasão de forma irresponsável. Em um episódio da série “Black Mirror”, conta a história de uma mulher que é obcecada em ter uma vida perfeita, assim como a de uma influenciadora que ela segue, todavia, ao final do episódio a personagem percebe que a vivência sublime que almejava, era meramente uma ilusão. Dessa forma, na realidade, indivíduos que seguem os influenciadores acreditam que eles possuem uma vida perfeita com viagens e produtos e acabam por desejar essas coisas, levando-os a comprar de forma compulsiva.
Ademais, vale ressaltar que as influencers contribuem de forma negativas ao tratar assuntos de maneira fútil. Acerca disso, entra em foco o pensamento da filósofa e escritora Hannah Arendt, sobre a “banalização do mal”, em que ela afirma que a recorrência de algo no cotidiano, acaba por transformar isso em um ato trivial. Nesse sentido, cirurgiões ao fazerem publicidade de seu trabalho, por meio de pessoas com grandes engajamentos em redes sociais para obterem mais pacientes, contribuem para a banalização de procedimentos estéticos, pois não é incomum blogueiras recomendando cirurgias de forma trivial, romantizando tais procedimentos.
Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o problema. Urge que o governo federal, por intermédio do Ministério da Educação, crie campanhas educativas nas redes sociais, em que serão debatidos maneiras de como os influencers devem exercer sua profissãode de forma mais positiva, com a finalidade de conscientizar essas pessoas acerca da má influência que eles podem exercer. Assim, desestimulando o consumismo e preservando à saúde dos cidadãos.