Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 16/08/2021

O IMPACTO DOS INFLUENCIADORES DIGITAIS NA SOCIEDADE DE CONSUMO

Apesar de ter sido proposto na distante década de 1940, o conceito de “Indústria Cultural” que foi criado na Escola de Frankfurt por Theodor Adorno e Max Horkheimer, continua atual. Este, retrata a difusão de cultura em massa com finalidade econômica que manipula a sociedade de consumo. Diante disso, a realidade de um influenciador digital no mundo consumista não se difere da indústria de cultura, em que, o poder de influência sob a mídia e a disseminação de conteúdo em massa são bastante recorrentes. Portanto, tais influenciadores vem trazendo preocupações relevantes na sociedade, como o consumismo exarcebado e indicações fraudulantes.

Primeiramente, é notório que, após o surgimento do influenciador digital, passa a existir uma nova figura na relação de consumo, sendo necessário verificar qual posição ela se encontra caso a relação de consumo incida em erro. Contudo, o influenciador digital faz jus a sua visibilidade, para fazer com que o consumidor ao ver sua publicidade de algum serviço ou produto indicado por ele, venha consumir. No entanto, muitas das vezes esse consumo não é realizado por necessidade real, mas sim por uma felicidade fantasiosa e passageira, alimentando então o ciclo do consumismo.

Ademais, vale destacar que nem tudo que vemos nas redes sociais é confíavel, visto que na tentativa de engajamento, influenciadores acabam fabulando a respeito de resultados ou consequências de um produto ou serviço indicado. Como o caso de uma influenciadora chamada Fernanda Oliveira, que ao realizar uma propagando de uma vitamina que supostamente teria ajudado no crescimento de 20 centímetros do seu cabelo, foi descoberto pelo público que ela usava mega hair, isso fez com que ela perdesse milhares de seguidores e sua fama nas redes sociais.

Posto isto, é possível perceber que os influenciadores digitais devem, perante a sociedade, agir com boa-fé, evitando fazer falsas divulgações de produtos ou serviços. Cabe também ao Ministério da Educação por meio de uma parceria público-privada com as Mídias, promover propagandas que evidenciem a vulnerabilidade da população, através de exemplos que deixem claro os malefícios da influência negativa de personalidades digitais relacionados ao consumo. Por fim, as instituições escolares em parceria com as famílias, devem inserir a discussão por meio de palestras, com objetivo de desenvolver desde a infância a capacidade de utilizar a tecnologia a seus princípios.