Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 16/08/2021

Com a pandemia do novo coronavírus, inúmeras empresas e marcas tiveram que desenvolver estratégias de marketing eficientes na divulgação de seus produtos e/ou serviços por meio da internet, mais precisamente, dos digital influencers.Sendo assim, com a ascensão das redes sociais, a carreira do influenciador digital evoluiu demasiadamente, impactando diretamente nas decisões de consumo de seus seguidores.Desse modo, a pandemia certamente aumentou o campo de seguidores do marketing de influência - conjunto de ações focadas em influenciadores digitais -, além da atrativa e ilusória ostentação de vida que muitos expõem em suas redes sociais.

Primeiramente, é notório o consumo exorbitante de compras online desde que fora declarado “lockdown” como medida preventiva contra a disseminação dos casos de covid-19.Com isso, a aderência às aquisições de mercadorias online passou a estar fortemente ligada ao papel do influenciador digital, pois este é remunerado através de postagens que geram maior conexão com seu público-alvo e engajamento para seus patrocinadores. Assim sendo, esses “influencers” romantizam a materialização da felicidade, expondo em seus blogs produtos e/ou serviços que perpetuam o símbolo da satisfação pessoal, criando mentes acríticas que creem que “ter” é mais importante do que “ser”, de acordo com o filósofo francês Jean Baudrillard.

Consequentemente, esse tipo de trabalho digital requer credibilidade e exposição, pois não basta apenas o influenciador expor um produto/serviço de determinada marca, ele tem que demonstrar o uso dele em seu cotidiano. Diante disso, a incorporação de uma nova personalidade e de um estilo de vida baseado na proposta do patrocinador é fundamental para gerar engajamento e influenciar o público-alvo a adquirir o produto. Contudo, “a diferença entre a felicidade autêntica, legítima e real e a felicidade postada nas redes é abismal. Porque a felicidade,é uma experiência que nada tem a ver com a ostentação do carro do ano, de roupas caras e da vida perfeita”, afirma Carla Furtado, mestre em psicologia e fundadora do Instituto Feliciência.

Portanto, ao influenciar o modo de consumo das pessoas a fim de haver maior conscientização, senso crítico e impactos positivos em suas vidas, é necessário que o Ministério das Comunicações crie um protocolo na Emenda Constitucional que responsabilize as mídias de comunicação em massa, tais como o Facebook e Instagram, a fiscalizarem o tipo de conteúdo dos digital influencers e o quão prejudicial pode ser para a sociedade no geral. Por fim, isso ocorreria através da exibição de conteúdos realizados pelos próprios influencers com participações de psicólogos - especializados em impactos consumistas e/ou mídias sociais - com o intuito de mostrar a realidade por trás das câmeras.