Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 17/08/2021

Consumo demasiado, pensamento moldado, frustrações. Essas são as consequências que usuários de aplicativos de redes sociais sofrem a todo instante, por vivermos em uma era “online”, conectada. Dessa forma, o desejo e a personalidade sofrem influência digital, ocasionados pelo uso excessivo da internet, como também pelo consumo supérfluo, o que contribui para este cenário em que o “ter” é mais importante do que o “ser”.

Em primeiro lugar, a rapidez que internet proporcionou para a difusão das informações é impressionante. Atualmente, estamos a viver a quarta revolução industrial, técnico-científica, a era da velocidade informacional ,mas junto com esta velocidade veio também o consumo exagerado dos aplicativos sociais. Dessa maneira, pessoas viram a oportunidade de se tornarem celebridades digitais através da publicação do seu estilo de vida. Nesse viés, impactando negatvamente na vida de seus seguidores levando-os a replicarem suas atitudes.

Ademais, o consumo supérfluo se tornou sinônimo de felicidade. Nesse aspecto, o marketing das empresas perceberam essa nova forma de consumo, que aliado aos influenciadores e as vontades supérfluas dos seguidores, a fórmula perfeita para o lucro. Segundo o sociólogo Max Weber, o indivíduo é coercido pelo meio social que está inserido, sendo assim influenciando inconscientemente a se enquadrar em um padrão. Logo, é perceptível essa coerção na sociedade brasileira, em que eu “ter” é mais importante do que “ser”. Desse modo, os que não se enquadram neste cenário sentem-se excluídos e frustrados.

Portanto, cabe ao Ministério Público a criação de leis que barrem ações dos algoritmos que utilizam os dados pessoais, como preferências e gostos individuais. Com objetivo de impedir essa prática pelas empresas ,tendo em vista o não repasse de produtos e serviços desnecessários aos influenciadores, por não saberem com exatidão a vontade social. Assim, destruirá a raiz deste ciclo, permitindo a uma sociedade mais autônoma em suas decisões.