Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 16/08/2021
Na década de 1950, a televisão chegou ao Brasil sendo largamento usada para propaganda oficial do governo e com o objetivo de influenciar os cidadãos sobre ações governamentais. Com o avanço tecnológico, outro meio de exercer poder tornou-se comum, as redes socias com seus influenciadores. Nesse sentido, seus impactos são vistos no aumento do consumo e consequentemente na massificação social. Dessarte é fundamental discutir essa conjuntura a fim de mitigar soluções a essa chaga.
Em primeira análise, é fundamental relacionar o aumento no consumo de determinado produto a propagandas feitas por influenciadores digitais. Nesse viés, segundo o sociólogo Émile Durkheim o indivíduo é largamente influenciado pelos fatos socias, que são exteriores e coercitivos. Assim, os usuários das redes sociais sentem-se impelidos a consumirem e obterem produtos e serviços, mesmo que não precisem, quando veem o influenciador oferece-lo. Dessa maneira, irá haver um aumento do consumismo como consequencia do poder exercido nas redes socias.
Além disso, o consumismo como impacto dos influenciadores digitais pode ocasionar uma massificação da sociedade. Sob essa pespectiva, indivíduos, ao longo do tempo, serão persuadidos a desejarem os mesmo produtos, tidos como esseciais. Esse fato foi bem sintetizado pelo sociólogo contemporâneo José Orttega y Gasset em que explica o surgimento do “homem massa” no qual perde suas particularidades e adiquire caráter comum ao demais em virtude de influências externas. Dessa forma, devido ao poder de convencimento do influencer a sociedade perde sua pluralidade e torna-se sigular, gerando a massificação descrita por Gasset.
Portanto, depreende-se os impactos dos influenciadores virtuais, tanto relacionados ao consumismo, como também a massificação social. Assim, é necessário visando estimular compras consciêntes, que as escolas possam promover por meio de rodas de conversas com jovens debates sobre os risco do consumismo advindo de influências externas. Por fim, o Ministério da Ciência e Tecnologia deve estimular a diversidade através das mídias sociais, com o intúito de evitar a massificação do consumo e consequentemente social.