Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 21/08/2021
Numa realidade altamente capitalista que comporta uma sociedade notoriamente consumista, a corrida das grandes empresas para fixar-se no topo depende, e muito, de um bom planejamento de marketing a fim de que se atinja o público-alvo e para que suas marcas sejam promovidas com êxito, assim aumentando seu alcance e, consequentemente, seu lucro. Devido ao incontestável impacto da internet e, mais precisamente, das redes sociais na vida de todas as pessoas, propagandas efetuadas nas mesmas têm uma repercussão enorme, dado ao grande volume de usuários e por causa das personalidades que as fazem, os chamados influenciadores digitais, sendo sua grande parte celebridades que, como o nome já sugere, instigam novas modas e hábitos aos consumidores. Existem discordâncias porém se essas ações são saudáveis ou não, devido à falsa imagem transmitida pelos indivíduos e a incitação de práticas consumistas, muitas vezes expostas a menores de idade.
A quantidade de influenciadores digitais sobe a cada ano e, consequentemente, as propagandas realizadas por meio destes, aumentando ainda mais o capital gerado; o valor para o ano de 2021 é previsto de alcançar cerca de 13.8 bilhões de dólares, de acordo com o site influencermarketinghub. Essas pessoas são em sua maioria celebridades que são pagas, podendo ser com dinheiro ou produtos da marca em questão, para fazerem postagens promovendo aquela mercadoria. Geralmente são escolhidas pessoas que tenham uma boa exposição pública e muitos seguidores, um exemplo recente é a campeã do BBB 2021 Juliette que, com sua boa opinião pública e seus atuais 32,5 milhões de seguidores, já protagonizou diversas peças publicitárias.
A discordância perante o assunto se dá ao fato de que esse negócio, e as pessoas que o efetuam, vivem de sua imagem, logo, é seguro afirmar que o estilo de vida promovido é falso e supérfluo, porém ainda assim desejado pelo público que os acompanham, que muitas vezes é composto, em partes, de menores de idade suscetíveis à manipulação e à ilusão que o enaltecimento dessas práticas acarretam. Por fim, entende-se que, como qualquer outra prática com intuito de influência e caráter lucrativo, seu exercício se vê prejudicial às camadas mais mentalmente vulneráveis da sociedade, como crianças, justamente pela natureza manipulativa desse mercado. Assim, é óptimo que haja um maior controle sobre o conteúdo disponibilizado e seu público, além de ser ideal que exista maior transparência acerca das suas vidas, sem a promoção de falsas realidades.