Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 21/08/2021

Segundo dados emitidos pela “Hootsuite”, o brasileiro fica, em média mais de nove horas por dia na internet, assim o país ocupa a segunda posição no ranking das nações que passam mais tempos conectadas. Inerente à essa realidade amplamente submersa em veículos como as redes sociais, o impacto dos chamados “influenciadores digitais” é inegável. Dessa maneira tal profissão que surgiu em meados dos anos 2000, com a intenção de exercer ação psicológica com os internautas, por muitas vezes contribuem com a alienação de massas e acarretam uma socieadade estritamente consumista.

Em primeira análise, é indubitável afirmar que os meios digitais estão intrincicamente ligados à vida das pessoas - principalmente dos jovens - sobretudo na tomada de decisões. Uma vez que, segundo uma pesquisa da Youpix, de 2018, apenas 10% dos jovens de 18 a 35 anos nunca foram impactados por influenciadores. desse modo a realidade supracitada contribui com a “sociedade do atraso” termo cunhado e defendido pelo escritor sul-coreano Byung-chul Han, segundo ele, com o advento das tecnologias e de seu consumo exarcebado corrobora com consequências inimagináveis.

Outrossim, Zygmunt Baumam diz que a propaganda precisa ser enganosa ou exagerada, se fazendo fundamental numa sociedade pautada no consumo. Os influenciadores em seu papel de incentivar os influenciados a cosumir determinado produto ou estilo de vida anunciado - levando em conta que no consumismo defendindo por Baumam os indivíuos compram mais pela vontade do que pela necessidade -  essas são sensações que são ampliadas pelo influxo exercido por esses profissionais das redes. Isso corrobora com a formação de consumidores com pouco senso crítico e facilmente manipulados, além dos impactos ambientais que estão absolutamente ligados com as relações de compra exagerada de produtos.

Destarte, é de suma importância que o governo federal, por meio do ministério da educação promova palestras em escolas publicas e privadas, de concientização acerca das novas tecnologias, principalmente no que diz respeito às mídias sociais e seus impactos na vida das pessoas, com o intuido de incentivar que os jovens sejam mais críticos e cautelosos em suas escolhas de consumo e mais controlados com relação ao tempo de uso de tais tecnologias. E só assim as pessoas irão despertar sobre os males que a hiperinfluenciação pode causar e desse modo diminuir os impactos sobre a vida das pessoas, em meio a uma sociedade que está concetada, em média, mais de 1/3 do seu dia.