Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 20/08/2021

A partir do século XXI, no mundo globalizado, foram marcados por assaz avanços científicos, dentre eles destacam-se as tecnologias de informação e comunicação (TICs). Nesse sentido, percebe-se que, essa realidade gerou uma nova forma de adquirir conhecimento e produtos, por meio dos influenciadores digitais, nas redes sociais. Em contraponto, nota-se que tal panorama de progresso não ficou isento de efeitos, visto que as sociedades contemporâneas podem ser instigadas a obter o que essas pessoas desejam por ter controle sobre elas. Assim, é lícito postular que os principais impactos dessa problemática é: a perda de autonomia de pensamento e o consumismo.

No entanto, é pertinente analisar que o excesso de poder de intervenção sob outros indivíduos é um sustetáculo para a insuficiência do pensar humano independente. Dessa maneira, a campeã do Big Brother Brasil 2021 (BBB21), Juliette Freire, utilizou a audiência do programa a seu favor, pois saiu dele com mais de 30 milhões de seguidores na rede social “Instagram”, por causa da sua história e, com isso, tornou-se influenciadora digital. Nesse sentido, as mídias virtuais e os inspiradores contidos nelas possuem, indubitavelmente, domínio nas decisões dos seus telespectadores, por meio da repetição de anúncios e por expressar sentimentos que visam ser perfeitos, assim, mostra-se uma falsa realidade para as pessoas e fazem-as desejar isso. Desse modo, é explícito vizualizar que a perda de autonomia de pensamento é diretamente impulsionado pela abundante influência inclusa nas redes sociais.

Ademais, é factível observar que os influenciadores digitais estão rigorosamente encadeados à epidemia crônica de consumo global. Segundo a pesquisa do Datapopular, a população brasileira em relação ao gasto com vestuário, no ano de 2002 eram mais de 40 bilhões de reais desembolsados e em 2011, passaram a consumir acima de 70 bilhões de reais. Além disso, assaz influenciadores virtuais, fazem parceirias com marcas famosas e populares, divulgando-as em seu perfil nas redes socias, e, por meio disso conseguem atrair milhares e até milhões de pessoas para comprarem tal peça que utilizaram para simplesmente efetuarem esses mesmos utensílios. Portanto, é evidente que as propagações feitas pelos “digital influencers” são meios de propagar ainda mais o consumismo.

Em suma, o impacto dos influenciadores digitais em relação ao consumo, na hodiernidade, é um dsafio complexo e precisa ser combatido. Portanto, os colégios-instituição que estimula o pensamento crítico-devem estimular a racionalidade dos jovens, por meio de materias didáticos das ciências que estudam o comportamento humano. Em paralelo, as maiores redes sociais, precisam restrigir as ações que perpassam a ideia forte de consumo, afim de preservar a sanidade dos seus usuários. Tais ações são viáveis para uma melhor convivência digital e comportamentos psicológicos mais saudáveis.