Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 27/08/2021

O filósofo Émile durkheim propôs o conceito de fato social, tal conceito explica como fatores culturais e sociais moldam o indivíduo e o modo de relacionar-se com outros, inferindo portanto ao sujeito, o comportamento padrão da sociedade que o cerca. Sabe-se que a sociedade contemporânea é globalizada e esta fortemente vinculada à mídia e à imagem, ambas são usadas como produto ou como influenciadoras do consumo, e isto as torna um fator social. A manipulação do pensamento crítico individual por influenciadores digitais, assim como, a busca  continua pela idealização do padrão de consumo exposto nas redes apresenta-se como problemas da atualidade

Jonh locke filósofo e economista estava de acordo com o pensamento da corrente empírica . Uma de suas pricipais teorias na vertente empirista foi a da tabula rasa, que por sua vez, acreditava no conhecimento como não  inato ao ser humano. Logo, para se obter o conhecimento e o pensamento crítico depende-se do meio em que se é criado e das experiencias vividas. Trazendo esta ideia para o século atual nota-se o uso prolongado e crescente das redes sociais e da internet como um todo. Esta caracteristica portanto, de acordo com a ideia de tabula rasa, esta cada vez mais tomando espaço nas experiências vividas e portanto, a mesma forma em muitos casos nossa mentalidade e conhecimento.

A escultora bobbie carlyle tem como sua principal obra o “self made man” que em uma tradução livre seria, o homem que se constrói, nesta obra um homem esculpe a própria forma fisíca no bloco no qual esta contido. Analogamente é perceptível que uma grande parte dos indivíduos esta em constante formação dos própios gostos, ações e até mesmo aparencia, o que por si só não é um problema. Entretanto a objetificação da autoimagem e dos padrões de consumo estão no contexto atual intrinsecamente ligados a exposição de “figuras midiáticas” a exemplo: blogueiros, youtubers, influencers e etc. estas figuras midiáticas constituem um padrão muitas vezes intangível e surreal que infelizmente vem sendo buscado cada vez mais, o que torna esta situação uma pratica não saudável que precisa ser remediada.

Portanto, visto que em muitos casos há a tentativa de manipulação do pensamento critico livre e por conseguinte a liberdade de expressão por parte de influenciadores digitais faz-se necessário uma intervenção. Logo, cabe ao ministério da educação juntamente  com as mais acessadas plataformas de conteudo digital a formação de uma campanha publicitaria nas escolas e nas redes sociais  com a finalidade de ensinar o modo de consumo independente e consciente. Deveria somar-se a isso uma ação de censura de conteúdos digitais alienadores em favor do consumismo  por parte do comite gestor da internet do brasil. Essas ações devem ser tomadas para mitigar o problema gradativamente.