Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 19/08/2021
No regime nazista da Segunda Guerra Mundial, o termo “midiatização”, caracterizava o processo do uso das mídias de comunicação para propagar a ideia de unificação e nacionalismo alemão. Na contemporaneidade, a realidade não muito se difere desse contexto histórico, no momento em que a comunicação por influenciadores digitais, causa impacto nas decisões de consumo, tanto positivo, bem como na lucratividade para as empresas contratantes dessa prestação de serviço, quanto negativo, por acarretar o consumismo desnecessário.
É relevante abordar, primeiramente, que o mercado de trabalho atual, tenha se moldado nas redes sociais pelo interculturialismo entre público e o influenciador, já que a credibilidade de quem se intitula “digital influencer” garante publicidade e consumo ao anúncio patrocinado, como contabilizou o Instagram em 2017, a marca de 12,9 milhões de publicações pagas por empresas com fins lucrativos.
Entretanto, paralelo aos beneficíos obtidos com as ações das mídia, o consumismo passa a ser a problemática, quando alargado de maneira superficial, como compreende Maslow, filósofo do século XX, em sua teoria de que as necessidades humanas estão dispostas em níveis piramidais, onde as realizações pessoais são fundamentais para o alcance do topo: pleno desenvolvimento humano, o que de maneira análoga, acontece no pensamento popular, na indiferenciação da necessidade e desejo, quando a pretenção de aquisição é maior que a consciência do essencialismo do produto anunciado, ocasionando a compra desnecessária.
Dessa forma, percebe-se o efeito dos influenciadores digitais nas decisões de compras. E diante dos fatos supracitados, embora existam vantagens para os influencers e empresas contratantes, o entrave do consumismo devido à essa influência, carece discussão. Para isso, o cliente deve se manter atento à indução de vendas por propagandas, compreendendo o peso da influência digital, por meio do equílibrio do querer e precisar, compensando proporção entre consumo e mercado trabalhista.