Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 21/08/2021

No mundo contemporâneo, o nem tão novo “porta-voz” das mídias sociais, o digital influencer tem demonstrado um poder de impactar seus seguidores de forma assertiva e como tal cria um novo e efetivo canal de visibilidade e conversão para diversas marcas. Um estudo da Qualibest mostra que os influencers já são a segunda maior fonte de informação para a tomada de decisão dos consumidores. Nada menos do que 49% dos entrevistados afirmaram que já consumiram um produto ou serviço porque foram influenciados digitalmente.

Justamente por isso, cada vez mais marcas se valem da facilidade com que os grandes e até os micro influenciadores têm para falar com seu público e investem cada vez mais nesse tipo de relacionamento. E o poder de influência dessas pessoas e perfis vai além, indubitavelmente, como afirma steve jobs, “a tecnologia move o mundo”, logo, todos nós estamos sujeitos a sofrer influência, seja ela da tv, das revistas ou dos próprios influenciadores digitais. com o mercado digital em ascensão, as redes sociais deixaram de ser um ambiente agradável, de compartilhamento pessoal, e se tornaram uma rede de marketing, uma disputa por seguidores, com conteúdos exibicionistas e uma vida perfeita inexistente. neste sentido, muitos jovens se sentem atraídos por essa imagem irreal e almejam aquele sucesso e o corpo perfeito. assim, estas pessoas acabam tendo a saúde mental fragilizada por querer uma coisa que é, em sua maioria, inalcançável.

outrossim, o dinheiro que o mercado digital move é incontrovertível. de acordo com um estudo feito pela youpix, 90% dos jovens entre 18 e 34 anos foram influenciados a comprar algo que os influenciadores digitais recomendaram. desta forma, estes jovens criam um gasto desnecessário e exacerbado, que pode culminar em um consumo alienado: a compra impulsiva de necessidades fantasiosas, gastando mais do que se tem.

destarte, é preciso que a sociedade atue junto à família, criando campanhas que ensinem e capacitem os jovens a desenvolverem o senso crítico, procurando a verdade. estes movimentos devem conscientizar a sociedade sobre a realidade que não é mostrada nas redes sociais, e incentivar o minimalismo- que é o ato de se livrar dos excessos e buscar a felicidade, a realização pessoal e a liberdade, para que, assim, possamos acabar com a soberania digital.