Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 20/08/2021

Influenciadores digitais existem desde os primórdios da Internet, quando existia o Orkut, onde alguns perfis se destacavam, não com o mesmo número de seguidores e poder de influência atual, mas possuíam um certo nível de participação na vida dos seguidores. Atualmente, esse cargo ganhou força, agora os influencers digitais têm mais de milhões de seguidores, suas próprias marcas e grande capacidade de comover e influenciar as pessoas de forma positiva ou negativa. A problemática é o fato de que, com o anúncio de produtos e serviços, os influenciadores conseguem estimular o consumo das pessoas e fazê-las gastarem dinheiro além do que devem com coisas fúteis.

Primeiramente, vale pontuar e esclarecer como funciona o poder de influência. Na Internet, as pessoas são analisadas pelas empresas, donos de sites, blogs, perfis de redes sociais e apps, de forma que eles saibam dos interesses e preferências de cada indivíduo, assim conseguem recomendar mais conteúdos de um gênero específico, possivelmente agradável aos olhos do usuário. Nesse âmbito, os influenciadores conseguem acessar os dados de engajamento das suas publicações, inclusive sobre seu público e do que ele provavelmente gosta, e com essas informações, eles constroem seu conteúdo e conquistam o público. Nessa conquista, é possível que a comoção seja feita com mais facilidade, a influenciar até mesmo inconscientemente os usuários.

Ademais, o consumo online vem a crescer cada vez mais por meio de lojas virtuais, por muitas vezes, comandadas pelas grandes “estrelas da internet”. A afinidade criada a partir da interação no perfil facilita o convencimento na compra de produtos ou serviços disponibilizados nas lojas. Estima-se, de acordo com a Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC), que o consumo online cresceu em 61% durante a pandemia. Dentro desses dados estão incluídas as lojas de roupas, comida, bebida, entre outros, que são interesses facilmente detectados pela mídia.

Nesse sentido, visa-se a necessidade de preocupação com o aumento do consumo, que provoca consumismo excessivo nas pessoas que, por muitas vezes, são instigadas pelos influenciadores digitais em destaque. Para isso, é preciso a intervenção do Ministério da Educação, a organizar campanhas nas escolas que incluem a conscientização sobre educação financeira e gastos desnecessários, para que a nova geração seja menos corrompida pelo consumismo digital. Além disso, deve ser feita ação do governo, por meio da mídia, em jornais para informação, notificar sobre a questão para alertar a população sobre os riscos do consumo excessivo e dados que evidenciem seu aumento indevido. Assim, há colaboração para reduzir essa manipulação feita através das redes sociais em consumo.