Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 21/08/2021
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa atualmente é o oposto do que o autor prega, haja vista a presença, alarmante, dos impactos negativos nas decisões de consumo da sociedade, os quais são persuadidos pelos influenciadores digitais. Nesse contexto, cabe analisar o valor da liberdade e a necessidade crescente de saber utilizá-la de forma produtiva no país, como também a análise de que alguns influentes desfrutam de forma errônea do meio digital e da sua alienação.
É importante pontuar, de início que a mídia pode ser direcionada aos espectadores de maneira positiva ou negativa. Sendo assim, é necessário observar criticamente as informações obtidas. Durante a Era Vargas, a DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda) era o órgão responsável por transmitir notícias favoráveis ao Governo, de modo a censurar as críticas. Assim, a população era privada do entendimento das informações, uma vez que era manipulada. Atualmente, é possível repassar conhecimentos com liberdade, porém os brasileiros demonstram-se ingênuos com relação a esse artifício de poder e não absorvem as informações com determinada responsabilidade, o que facilita a atuação de influenciadores digitais mal-intencionados e um consumo danoso.
Cabe ressaltar também que a alienação facilita a manipulação dos indivíduos. Durante a Segunda Guerra Mundial, Hitler possuía um discurso poderoso que ressaltava a raça ariana. Diante disso, é possível perceber uma linguagem incisiva, na qual acarretou multidões em favor do nazismo e em diversas atrocidades, sem o conhecimento de uma parcela dos alemães. Essa mesma influência pode se repetir na atualidade, já que uma parte dos influenciadores argumentam para seus seguidores e interferem na compra de produtos que não são usados por essas personalidades. Assim, além da negligência social, há descaso por parte do Governo, que não oferece educação digital para que essa análise seja feita com consciência e que não traga efeitos danosos aos influenciados.
Logo, medidas exequíveis são necessárias para combater o avanço dos impactos negativos nas decisões de consumo pelos influenciadores digitais. Portanto, o Ministério da Educação, juntamente com uma parceria público-privada com as mídias, deve promover propagandas que evidenciem a vulnerabilidade da população, a partir de exemplos que possam demonstrar os malefícios da influência negativa das personalidades digitais, no que se refere ao consumo. Esses anúncios devem ser feitos durante intervalos comerciais, no intuito de conscientizar a população brasileira e provocar a reflexão sobre seus comportamentos, principalmente no ambiente digital.