Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 13/09/2021

O “efeito eco”, ou seja, a capacidade de formar e influenciar decisões dos indivíduos, é produto do advento dos influenciadores digitais, tendo como impacto prejudicial a substituição da consciência própria dos retores por uma já pronta - até mesmo sobre bens de consumo. Produto disso, a perda da subjetividade do indivíduo e o fortalecimento da lógica do capitalismo.

Em primeiro lugar, o aparecimento de influenciadores virtuais fomentou  a fácil influência na compra, pois esses possuem um caráter mais próximo do público, porque o conteúdo oferecido por eles promove identificação com os interesses dos utentes das mídias. Segundo Max Weber, sociólogo e jurista, a ação social pode ser resultado do caráter carismático ou afetivo, isto é, os indivíduos reproduzem ações consumistas em razão da identificação ou sentimento afetivo por quem pratica. Portanto, à venda de produtos tornou-se rápida e fácil, pois a “prescrição da receita” pelos influenciadores é facilmente obedecida pelos receptores.

Na ótica dos logaritmos, o grau de autoridade é medido pelos números de seguidores e, consequentemente, ocorre a conversão do capital social em financeiro. De acordo com a revista UOL Universa, Bruna Tavares, jornalista e influenciadora digital, foi convidada pela marca de cosméticos Tracta ao lançamento da própria linha de maquiagem, faturando mensalmente entre 2 a 4 milhões de reais. Desse modo, a visão tradicional de que para influenciar opiniões fazia-se necessário ter autoridade no assunto foi descartada, logo, influenciadores são usados para promoção de um bem de consumo visando apenas o lucro pessoal.

Infere-se, pois, que os influenciadores digitais impactam diretamente sobre a dinâmica de consumo. Dessa forma, é dever do Estado a promoção de publicações, em meios televisivos e mídias sociais, mostrando o perigo da influência digital nas redes sociais e visando, também, conservar subjetividade da consciência dos indivíduos. Por resultado, um coletivo consciente e mais autônomo o que, consequentemente, diminuirá a alienação no campo virtual, sobre a lógica consumista.