Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 22/08/2021

A ideia de propaganda existe desde os primórdios do surgimento da fé católica, onde usava-se de variados meios para semear os ideais cristãos. Desde então, diversas formas de se vender uma ideia, um produto ou estilo de vida surgiram, principalmente nas redes sociais, com os chamados influenciadores digitais. E apesar da consciência de alguns desses influenciadores ajudar na divulgação de maneira positiva de coisas boas, não só para a humanidade mas também para o meio ambiente, não são todos os que mantém a integridade no perfil, e esses influenciam negativamente uma geração inteira. Diante de tal cenário, é necessária uma intervenção.

Nesse sentido, a tendência consciente de muitos divulgadores ajuda na disceminação de produtos melhores para a saúde por exemplo, sendo favoráveis aos consumidores que o acompanham. Um recente acontecimento que demonstra tal fato aconteceu com um jogador de futebol famoso, Cristiano Ronaldo, que durante uma entrevista, removeu uma lata de coca-cola (refrigerante conhecido pela alta concentração de açucares) e a substitui por àgua, em sua mesa. Tal gesto, apesar de simples, teve repercussão no mundo todo e gerou uma queda de ações de quatro bilhões de dólares para a marca. Assim, o jogador foi capaz de facilmente agir em favor de quem o acompanha, por ser uma grande influência e escolher o mais saudável, o que foi imitado pelos seus fãs ao redor do mundo.

Entretanto, não se deve esperar que a postura integra e consciente se aplique para todos os influenciadores digitais. Como estudado pelo escritor Guy Debord desde 1931, a sociedade do espetáculo espera sempre o mais glamuroso. Historicamente, pode se ver tal cenário na Roma antiga, que sublimava problemas sociais através da política de pão e circo, oferecida aos habitantes para que se alienassem diante das dificuldadesda cidade e consumissem, somente. Atualmente, os influenciadores com ou sem consciência de tal prática,  movem seguidores apresentando um modo de vida fútil que valoriza o “ter” mesmo que de maneira à prejudicar o meio ambiente ou a saúde dos próprios consumidores. E para essa atitude, medidas devem ser tomadas.

Conclui-se que para que a propaganda dos influenciadores digitais permaneça favorável, o consumidor deve se atentar ao que assiste. Assim, o Ministério da Educação deve incluir na grade curricular do ensino médio, palestras e aulas sobre a consciência do próprio consumidor por meio de profissionais do marketing, da saúde e dos cuidados com o ambiente montando um meio de identificar aspectos positivos e negativos no consumo advindo dos influenciadores de internet. Tais ações à fim de conscientizar o jovem consumidor desde cedo para evitar complicações e formar pessoas mais éticas que possam trabalhar com esse meio futuramente.