Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 22/08/2021
“SixDegrees” foi o nome da primeira rede social, criada em 1997, com o intuito de facilitar as relações entre amigos e família. A partir desse marco o campo virtual se desenvolveu rapidamente e por consequência incluiu em seu repertório os influenciadores digitais e o marketing pelas redes sociais. Em conformidade com tal fato, é possível afirmar que tais avanços permitiram o incentivo e a melhora do consumo moderno, ao mesmo tempo que tornaram as compras atuais mais superficiais. Desse modo, tornam-se essenciais a discussão e a resolução desse cenário para um ambiente virtual mais saudável.
Inicialmente, é válido ressaltar que as personalidades digitais e seu estilo de marketing auxiliam na melhora do consumo atual. Tal perspectiva pode ser comprovada pelo dado publicado pelo portal E-commerce, o qual mostra que cerca de 87% das vendas de produtos online correspondem à rede social ‘Instagram’. Tal dado pode ser explicado pelo fato dessa rede social possuir um nível maior de engajamento entre os influenciadores digitais e aqueles que consomem os produtos, o que por consequência tende a aumentar o nível do comércio, além de o deixá-lo mais humanizado e prático. Portanto, é essencial que a relação entre tais personalidades e os consumidores sejam respeitadas e até mesmo incentivadas.
Em contrapartida, cabe afirmar que, mesmo tendo beneficiado o consumo atual, tais influenciadores contribuem para a superficialidade das compras observadas na sociedade hodierna. Tal perspectiva pode ser comprovada pelo sociólogo Zygmunt Bauman, em seu livro “Modernidade Líquida”, o qual afirma que as pessoas têm buscado suas próprias identidades naquilo que consomem, ou seja, os indivíduos estão cada vez mais sujeitos a serem influenciados por idealizações de produtos feitas pelas personalidades digitais. Por consequência, o consumo pode se tornar cada vez mais superficial e sem sentido. Dessa forma, é essencial que a sociedade entenda a seriedade do consumo e evite a manipulação das redes.
Portanto, fica evidente que medidas precisam ser tomadas para melhorar a situação. Para isso, é necessário que as redes sociais, como o Instagram e o TikTok, em campanha com os respectivos governos dos países onde atuam, trabalhem para que o comércio continue sendo incentivado pelos influenciadores, por meio de propagandas que estimulem um consumo inteligente e seguro.Além disso, é essencial que o órgão educacional de cada país trabalhe na conscientização de seus alunos em relação à superficialidade no consumo atual, por meio de palestras organizadas por profissionais da área social, em escolas públicas e privadas, de modo a evitar o consumo superficial dos estudantes.