Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 22/08/2021

Em meio à pandemia de Covid-19, a Comissão Parlamentar de Inquérito investigou a atuação de entidades governamentais brasileiras no financiamento de influenciadores para a divulgação de remédios sem comprovação científica contra o vírus. Tal acontecimento evidenciou o impacto da era da internet nas decisões do consumidor, na medida em que a rede permitiu a construção de uma relação amistosa entre influenciador e seguidor. Nesse contexto, esses se tornaram critério para consulta sobre o consumo, possibilitando que tendências mercadológicas se iniciassem a partir desses de forma desenfreada, o que precisa ser mitigado.

Nesse viés, ideais dos profissionais internetais impacta diretamente na opinião do consumidor na hora da compra. A esse respeito, no filme “O Diabo Veste Prada”, após ser contratada para trabalhar em uma revista de moda, uma mulher é influenciada a mudar o seu estilo e comprar roupas novas. Esse contexto da película evidenciou a situação de internautas que estão diariamente expostos a produtos e sentem a necessidade de possuí-los, ainda que sem necessidade, o que contribui para a sustentação de uma sociedade consumista. Dessa forma, é fundamental mitigar essa situação, através da propagação de informação sobre o consumo consciente.

Ademais, a era da internet permitiu que celebridades dessa plataforma conseguissem rapidamente divulgar objetos de consumo. Nesse sentido, o filósofo polônes Zygmunt Bauman afirmou que na contemporaneidade as relações sociais são líquidas, visto que a estabilidade é raramente atingida. Essa abordagem da “Modernidade Líquida” é exemplificada com as novas formas de consumismo, visto que, com o advento da internet, as tendências de consumo estão em constante mudança e a satisfação de indivíduos com os seus pertences, consequentemente, não é atingida. Nessa perspectiva, o consumismo exacerbado e o descarte de produtos em larga escala se tornam realidade. Diante disso, a cultura do consumo exarcebado se mantiverá perene.

Impende, pois, atenuar o consumismo exagerado provocado pela divulgação descontrolada de produtos na internet. Nesse âmbito, a ONU deve criar o projeto “Consumo e Natureza” a fim de conscientizar a população mundial da urgência de repensar os hábitos de consumo para a preservação do meio ambiente e incentivar que “celebridades” digitais propaguem informações sobre a necessidade de consumir pensando nos impactos às futuras gerações, por meio de propagandas midiáticas nas principais redes sociais e palestras em instituições educacionais. Logo,  o consumo consciente será cada vez mais propagado e o consumidor não terá a opinião de influenciadores com artifício final na hora do consumo.

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Impende, pois,. Nesse âmbito,