Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 22/08/2021

No século XIX, desenvolveu-se um conceito denominado indústria cultural, que basicamente descrevia a difusão da cultura popular, cujo objetivo econômico era manipular a sociedade de consumo. Diante disso, a realidade dos “influencers” digitais no mundo do consumo não é diferente da indústria cultural, na qual a disseminação em larga escala de conteúdos e a influência na mídia são bastante recorrentes, e a partir disso, tais influenciadores provocam problemas preocupantes na sociedade, como o consumismo exacerbado e danos ao meio ambiente. Com isso, medidas são necessárias para tentar amenizar o problema.

Inicialmente, “o Instagram contabilizou 12,9 milhões de posts de influenciadores patrocinados pelas marcas. E esse número deve dobrar em 2018, criando um mercado estimado em cerca de US$ 1,7 bilhão”. Nesse sentido, é óbvio que os influenciadores desempenham um papel importante nas decisões de compra, pois as redes sociais possuem uma variedade de produtos. E com isso, percebe-se o quão vulnerável é a sociedade brasileira pelo simples fato de as ações de um influenciador ter um efeito direto nas decisões de compra, estilo de vida e nas opiniões dos brasileiros.

Para mais, é preciso colocar em destaque que esse tipo de consumo excessivo impacta negativamente ao meio ambiente gerado pela parte influenciadora. Todo esse aumento do consumismo tem levado à emissão de gases poluentes, degradação e destruição ambiental, e poluição geral. Conforme isso, a própria sociedade brasileira coopera em cenários de poluição, e os influenciadores digitais não se preocupam com a importância ambiental em suas contas nas redes sociais, pois são os portadores da geração que produz muito lixo. Sendo assim, cabe ao governo estabelecer medidas para que amenize esse problema.

Com isso, podemos concluir que é preciso tomar medidas para amenizar essa vulnerabilidade da sociedade brasileira em detrimento aos “influencers” digitais que vem trazendo consequências negativas. Assim, cabe ao governo exigir que a mídia nos canais de TV, junto às agências de publicidade como instagram, twitter e etc, realizem campanhas informativas e reflexivas sobre a transparência prejudicial de alguns influenciadores das redes sociais, a fim de diminuir a necessária consciência da nocividade de seu comportamento consumista na sociedade. Desta forma, espera-se que o enfraquecimento da manipulação de influenciadores culturais digitais separe do conceito de indústria cultural a longo prazo.