Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 22/08/2021

A obra cinematográfica “Projeto X” fala sobre a festa de aniversário do personagem principal, que, a princípio, convida poucos amigos para a sua casa enquanto os pais viajam. Contudo, a festa atinge proporções imensas, chegando a dominar o bairro inteiro, por influência de um universitário muito conhecido na cidade, convidando todos à sua volta. Todavia, fora dos limites ficcionais, o âmbito atual brasileiro não se mostra dessemelhante da situação citada, uma vez que muitos indivíduos são, da mesma maneira exercida pelo universitário, incitados a consumirem produtos de determinados nichos por influenciadores digitais, não necessariamente seguros ou confiáveis. Esta problemática se dá, majoritariamente, pela facilidade de se tornar “influencer”, e consequentemente, podendo gerar uma sequência de golpes, tanto pela pessoa que está produzindo o conteúdo, quanto pelas marcas que patrocinam ela. Dito isso, necessita-se a tomada de ações em prol da evolução social.

Em primeiro plano, destaca-se a plangente situação na superficialidade de se tornar um criador de conteúdo com visibilidade, visto que, é possível coagir certas massas de acordo com a temática debatida, sem formação acadêmica, justamente pela popularização das mídias sociais. Logo, tendo tal visibilidade e respostas positivas do público, são acostumados a acreditar nessa “figura pública”, muitas marcas enviam seus produtos, procurando patrocínio. Ademais, isso pode ser visto no conceito de “Fato social”, discorrido por Émile Durkheim, que cita como hábitos e maneiras de agir determinam a forma como o ser humano se comporta na sociedade; por conseguinte, justificando a facilidade de influência da população, posto que já havia a tendência a seguir o que era ditado pela mídia.

Em consequência, com maior ocorrência de patrocínio, não necessariamente por marcas renomadas, há a maior indíce de casos de crimes cibernéticos e popularização de empresas não confiáveis. Dito que, segundo dados propagados pela Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos, a taxa de denúncias dobrou em 2020; correlacionando assim, ao início da quarentena devido a pandemia causada pelo vírus COVID-19, de modo que muitos cidadãos viraram criadores de conteúdo como uma forma de renda, e, por estarem inseridos nesse meio, estão mais propensos a caírem em golpes, como produtos vendidos de forma ilegal ou de procedência duvidosa.

Isto posto, é dever do Ministério da Educação implementar profissionais capacitados nas áreas de ciências humanas, ajudando o estudante, desde o ensino fundamental a saber diferenciar a procedência do produto que o influenciador está propagando; em conjunto com o Ministério da Tecnologia, enviando profissionais para ajudar neste ensino nas redes educacionais. Assim, a realidade brasileira não fará menção à ingerência vista no filme.