Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 22/08/2021

Os avanços tecnológicos trouxeram possibilidades que favoreceram alguns setores e causaram impactos diretamente no estilo de vida das pessoas. No entanto, esse avanço refletiu no comportamento de bilhões de pessoas que sofrem com a manipulação oriunda do consumismo, ligado por pessoas que se dizem serem influenciadores digitais. Por isso, torna-se necessário o debate acerca da responsabilidade dos influenciadores digitais no século 21.

Em primeiro lugar, a produção e a imposição de hábitos de fins capitalistas em sociedade rompem a autonomia humana. Nessa perspectiva, o sociólogo alemão Theodore Adorno, defende que o uso das mídias digitais por influenciadores de modo a incentivar o consumo, representa um padronização comportamental de uma população. Nesse sentido, os indivíduos ao se depararem com inúmeros anúncios de produtos na internet associados às pessoas as quais seguem, por meio da idealização, renunciam , mesmo que de modo implícito, o seu senso crítico para avaliar a verdadeira necessidade de tal recurso, fato que favorece o consumo exacerbado e , na maioria das vezes, desnecessário.

No entanto, o ser humano perde a sua capacidade de expressão. Conforme o conceito da “conformidade cultural” do psicólogo Solomon Asch é possível entender o que ocorre a princípio é o comportamento de manada. Tal preceito afirma que, por influência de fatores coercitivos, o cidadão perde seu pensamento de individual e junta-se a uma massa coletiva. Dentro desse contexto, o indivíduo é altamente bombardeado de opiniões e interesses capazes de mudar a mentalidade, e até mesmo o comportamento.  Entretanto, essa prática torna-se prejudicial a autonomia individual.

Depreende-se, portanto, a necessidade da redução do tendencionalismo comercial por “digital influencers”. Para isso, cabe ao Ministério da Comunicação - principal órgão da veiculação audiovisual - a reformulação do regulamento sobre a publicação publicitária via internet que, através de especialistas em publicidade e progapanda, será responsável pela contenção do viés capitalista e idealizador de anúncios a fim de promover uma reflexão crítica à sociedade sobre a necessidade consumista real. Somente assim, pessoas como Lacy não terão sua autonomia corrompida, fato que implicará em melhores decisões de consumo.