Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 22/08/2021

Na obra “1984”, de George Orwell, é contado a história de Winston, funcionário que censura a mídia para controlar a opnião pública. Em analogia, os influenciadores digitais do cotidiano tem grande prestígio social, impactando nas decisões de consumo e comportamentos que favorecem as empresas, como visto no livro citado. Visto isso, o marketing digital e a manipulação em massa devem ser discutidos.

Em primeiro lugar, cabe ressaltar a ausência de criticidade em relação aos famosos do ambiente virtual. Exemplo disso foi o caso da Gabriela Pugliese, que promoveu uma festa em sua casa durante a pandemia da COVID-19, com o incentivo indireto para os seus seguidores em violarem as medidas de segurança. Com base nisso, faz se necessário estimular a consciência crítica da sociedade para evitar ações nocivas em grande escala.

Por conseguinte, deve-se destacar o dominio de decisão dos criadores de conteúdo digital pelas publicidades. Tal como observado em propagandas com Juliette Freire e Gilberto, participantes do Big Brother Brasil 2021, que são considerados carismáticos pelo público do programa e por isso são usados como astros no marketing digital, estimulando o consumismo. Em suma, é notável a apropriação inconsciente de comportamentos atrelados a marcas comerciais.

Portanto, medidas devem ser tomadas para visar o desenvolvimento coletivo. Logo, as redes sociais como o Instagram, Facebook e Twitter devem fazer a divulgação de anúncios que estimulem o pensamento crítico, por meio de links que direcionam a sites explicativos sobre o uso de celebridades para a manipulação em massa, a fim de diminuir os comportamentos incorretos para a sociedade em geral. Resolvendo esse problema, será possível amenizar a influência dos que, assim como Winston de “1984”, não levam em consideração a responsabilidade social em suas ações.