Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 22/08/2021

Com o advento da internet houve muitas transformações cujas marcas são notórias em tempos hordienos, uma delas sendo a criação de redes sociais. Todavia, com a criação desses meios de socialização nota-se um óbice no qual deve ser abordado: os influenciadores digitais e seus impactos nas decisões de consumo. Portanto, o manuseamento desse tópico se torna imperioso para entender como esses influenciadores levam a falta de escolhas independentes do indivíduo e o aumento do consumismo.

Em primeira análise, deve-se salientar a questão que pessoas são levadas a consumir produtos e conteúdos por causa de influências externas, nas quais em sua maioria são “digital influencers”. Logo, cria-se uma inédita comoção nas quais pessoas seguem por ser a “nova moda”. Consequentemente, isso fomenta o consumidor a se ausentar de suas própias escolhas e prefere seguir novas tendências inauguradas por esses influenciadores. Assim mostra dados fornecidos pela Forrest Research, Nielsen, Demand Gen e Sprout Social (empresas do ramo do marketing e pesquisas): 84% dos consumidores se baseiam em opiniões e fontes confiáveis de influenciadores para selecionar suas compras.

Em segundo plano, é inegável a relação à alta de “digital influencers” e o consumismo, pois a sociedade de consumo vem do desenvolvimento do mercado produtivo. Inicialmente, estes indivíduos são explorados pela indústria com o intúito de anunciar seus produtos para o público-alvo, contudo ao adquirir um mercado consumidor por meio dos influenciadores digitais, ocorre a mescla da viralização da mercadoria e a “nova moda” mencionada anteriormente, de maneira que leva a superpodrução a fim de prezar o desejo da sociedade para consumir de modo exagerado. Analogamente, este processo está ocorrendo hodiernamente, muitos usam o “pop-it”, brinquedo de inquietação, cuja popularização é dada pela repercursão nas redes sociais, especialmente entre influenciadores, e seus compradores chegam a realizar coleções desnecessariamente grandes em nome da tendência.

Por tudo isso, é mister realizar algo em relação esta problemática. Dessarte, cabe ao Governo e ao Ministério da Educação – órgão responsável pela educação máxima – informar à população sobre as mazelas provindas do consumismo e da ausência de pensamento própio em relação ao consumo pessoal, via organização de eventos de cunho educacional e informativo em instituições escolares e espaços públicos, abrangindo o maior número de ouvintes e então aprendizados relacionados aos temas de maneira eficaz e democrática. Realizando o exposto, poder-se-á obter um Brasil num cenário com uma população cuja não será mais vítima do consumismo e que não depende de influenciadores digitais ditando tendências e modas a serem executadas.