Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 22/08/2021
No ano de 1957, em meio á Guerra Fria entre Estados Unidos e União Soviética, a internet foi criada com o propósito de proteger informações secretas do governo americano. Atualmente, mais de 50 anos depois, a internet está presente na vida de grande parte da população mundial e vem sendo usada pelos influencers digitais como estratégia de marketing. Isso se torna um problema ao passo de que não possui uma regulamentação devida em relação ao conteúdo divulgado e desvaloriza o trabalho de pessoas formadas na área de publicidade. Tendo em vista a situação, mudanças são necessárias.
Sob esse viés, salienta-se que a falta de regulamentação da publucidade realizada por blogueiros pode resultar em conteúdos alarmantes. Um exemplo de tal situação ocorreu quando a influenciadora fitness Gabriela Pugliesi, divulgou uma marca de chá com o nome “desinchá” que promete emagrecer e acelerar o metabolismo. No entanto, não há comprovação científica de que tais efeitos são reais, portanto essa blogueira divulgou falsas informações e influenciou seus seguidores a adiquirirem um produto através de propaganda enganosa. Conclui-se que isso só foi possível pois não existe um tipo de regulamento sobre quais categorias de mercadoria podem ser divulgadas por influenciadores digitais, comprovando a necessidade desse.
Ademais, observa-se que marcas preferem contratar influenciadores digitais para realizar seu marketing sem considerar que existem profissionais formados em tal área de conhecimeto. Nesse sentido, cursos como Publicidade e Marketing, formam especialistas em propaganda, que necessitam de um mercado de trabalho no qual sejam valorizados após anos de estudo. Todavia a realidade é que empresas estão em busca de um resultado rápido e acabam por contratar os influenciadores que estão em alta ao invés de investirem em um profissional da área que poderia criar uma estratégia e garantir um melhor resultado a longo prazo. Isso se relaciona com o conceito de Modernidade Líquida de Bauman, que explica como as relações econômicas atuais se tornam cada vez mais suerficiais e menos duradouras, devido á lógica do consumo.
Logo, fica evidente que medidas é necessário para combater a situação. Para tal, cabe aos órgãos semelhantes ao Conselho Naional de Autorregulamentação Publicitária, juntamente com as principais redes sociais como Instagram e Twitter, criarem uma regulamentação dos conteúdos publicados por infuenciadores, por meio de uma mudança na sua legislação prevendo punição para aqueles que a desreipeitarem. Além disso empresas devem ter uma cota que as obrigue a contratar um certo número de profissionais publicitários. Ambas as medidas têm a finalidade de reduzir os problemas causados pelos influencers digitais e seu impacto nas decisões de consumo.