Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 22/08/2021
O impacto nas decisões de consumo devido os influenciadores digitais vem sendo um assunto notório pela população. Nesse sentido, é importante compreender que antes de seguir indicações de outras pessoas, mesmo elas sendo consideradas ídolos, é necessário se precaver para que tais conselhos não sejam danosos para quem os realizara, porém muitos indivíduos sequer pesquisam as recomendações que recebem e, consequentemente, acabam prejudicados. Logo, cabe avaliar a imprudência de usuários na internet e a ausência de senso crítico.
A princípio, vale destacar a falta de pudor dos usuários online às sugestões das redes sociais. Segundo o sociólogo francês Pierre Bordie, a sociedade possui padrões de comportamento que são impostos e, consequentemente, reproduzidos pelos sujeitos. Nessa lógica, na realidade brasileira, as pessoas seguem cegamente o que indivíduos digitais com certa fama dizem, na maioria dos casos para consumir produtos por eles divulgados, entretanto poucos verificam se tais itens são de boa qualidade ou se o meio em que se realiza a compra é seguro. Dessa forma, a probabilidade de receber um objeto diferente do que foi exposto é grande e as chances de cair em um golpe aumentam, como pagar por algo e não receber o que comprou.
Além disso, salienta-se a carência da capacidade analítica das comunidades. De acordo com o poema “Eu, etiqueta” de Carlos Drummond, o ser humano na sociedade capitalista precisa se adequar ao coletivo, perdendo sua essência. Sob essa ótica, no mundo virtual brasileiro, percebe-se que muitos sujeitos abdicam de seus ideais para seguir outros popularizados, os quais, na maioria das vezes, foram descobertos mediante o consumo de informações na internet disseminadas por pessoas influentes, o que caracteriza a falta de reflexões sobre aquilo que é dito. Desse modo, os influencidos passam a consumir apenas informações daquilo que passaram a acreditar, como os movimentos antivacina, sem se questionar se o que aprovam é realmente correto ou se isso prejudica alguem.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se questionar as sugestões alheias. Para tanto, cabe ao Ministério da Defesa, órgão responsável pelas políticas de defesa nacional, advertir os cidadãos a tomar cuidado com as propagandas dos influenciadores que seguem, por meio de campanhas informativas, a fim de evitar crimes cibernéticos. Outrossim, o Ministério das Comunicações, organização encarregada pelas normas administrativas relacionadas a inclusão digital, deve instruir a população a questionar e averiguar qualquer tipo de informação contida em sites, blogs ou em redes de personalidades notáveis, com o intuito de fomentar o senso crítico da sociedade.