Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 22/08/2021

O fenômeno de vendas de produtos, vinculados a ex-bbb Juliete, exprime o poder dos influenciadores digitais nas decisões de consumo. Nesse interim, diversos usuários das redes sociais são levados a consumir produtos apresentados por figura - com relativa importância - em determinadas áreas. Desse modo, convém analisar como tais decisões podem afetar positivamente a escolha de produtos e como essa influência pode criar uma falsa necessidade de consumo.

É lúcido destacar, em primeira análise, a facilidade ao acesso à informações de produtos e serviços na rede de computadores, majoritariamente quando esses estão vinculados as resenhas de influenciadores digitais. Exemplifica-se, os diversos canais na plataforma do Youtube que se dedicam a realizar avaliações de produtos e serviços que facilitam o consumidor na hora da escolha. Tal iniciativa, patrocinada ou não, orienta e esclarece dúvidas a respeito daquilo que se pretende adquirir, sendo imprescindível quando a compra é realizada virtualmente,  sem conhecer o produto pessoalmente.

Além disso, é preciso mencionar que o nefasto consumo exagerado oriundo da moda publicitária. Segundo o cantor brasileiro, Zeca Baleiro, o mundo mudou e somos dependentes de serviços e “paparicos”, desde que tenhamos dinheiro para consumir. Tamanha persuasão impele o indivíduo a consumir sem ponderar, na maioria das vezes, pois o marketing digital, o copywriter aliados a uma personalidade forte conseguem vender não um produto, mas própria felicidade. Não obstante, a realidade mostra, consoante a publicação no portal do G1 que 76% dos brasileiros não praticam consumo consciente.

Logo, é imprescindível que medidas pragmáticas sejam aplicadas. Para tanto, é mister que o Governo Federal realize campanhas publicitárias sobre o consumo consciente - alimentos, serviços, vestituários e eletrônicos - enfatizando a os benfícios para o meio ambiente, a manutenção de hábitos de alimentação saudável e administração do dinheiro. Por meio de campanhas em TV aberta, rádio e mídias digitais. Espera-se, com isso, que em médio prazo, sejam minimizadas as mazelas do consumismo desenfreado na sociedade brasileira.