Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 22/08/2021

Desde a 1ª Revolução Industrial, a relação entre consumo e consumidor passou por várias mudanças. No século 21, isso não seria diferente. Isto é, com um sitema necessitando de inovar suas estratégias de comércio, surge o contexto de surgimento dos chamados “digital influencers”. Contudo, diversas problemáticas podem ser analisadas quando se pensa nos influenciadores digitais, tais como a falta de limite em relação ao consumismo e como bens não físicos estão sendo tratados como um produto.          Primeiramente, é importante frisar que o consumo exacerbado não leva apenas para um vício, mas também a consequências biológicas, como acúmulo de lixo. O filme “Wall-E”, da Disney mostra essa realidade distópica, num mundo tomado pelo lixo e pela ignorância humana. Sem dúvida, os influencers têm um papel indescritível sobre o incentivo ao consumo. Divulgando nas redes sociais roupas, acessórios, e a si próprios sempre da melhor maneira possível, divulgam produtos e produtos que prometem trazer o mesmo para o espectador, que prontamente compra tudo que é possível para “entrar na moda”, que é dita pelos mesmo influencers.

Ademais, essa ideia de serem perfeitos, acabam passando para o espectador a ideia de que bens não físicos podem ser comprados. Isto é, no século onde os problemas mentais dominam, tais como falta de autoestima, insegurança, ansiedade, vender a perfeição, por mais que falsa, atrai milhares de pessoas que anseiam pela oportunidade de se sentirem melhores consigo mesmos, Influencers divulgam diariamente cirurgias plásticas, dietas milagrosas, comidas insuportavelmente saudáveis onde na maioria das vezes elas nem funcionam, como se fossem sapatos em uma vitrine, sem nem apresentar os riscos e a realidade por trás de procedimentos estéticos. Mesmo assim, sempre tem algo novo, que pode melhorar ainda mais, que é divulgado. Essa situação pode ser comparada ao mito do monstro de sete cabeças, onde se você corta uma delas, nasce mais duas. Isto é, sempre que um “erro” na sua aparência é resolvido, surge mais para poder consertar. Contudo, quanto mais perto a pessoa tenta ficar perto da perfeição, mais distante ela fica.

Portanto, analisando a situação acima, é óbvia a necessidade de mudança. É extremamente necessário regras que limitem o poder dos digitais influencers. Isto é, o ministério da saúde, visando o bem da saúde mental e física do brasileiro, deve agir em conjunto ao ministério da cidadania, devem mover campanhas em escolas e em meios públicos, como em canais abertos, discussões feitas por psicólogos sobre o tema da autoestima e a busca pela perfeição. Num país onde a saúde mental ainda não é um tema muito discutido, é essencial que ela seja levada ao brasileiro. Assim, vamos poder criar um mundo onde influencers consigam influenciar o bem.