Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 22/08/2021
Na obra 1984, de George Orwell, é retratada uma ditadura tecnológica fantasiada de democracia em que os indivíduos sequer percebem que estão sendo orientados pelos meios de comunicação. De maneira análoga, fora da ficção, diversos influenciadores digitais influenciam a população e trazem impactos em suas decisões de consumo. Assim, entre os efeitos observados, destacam-se, principalmente, o consumismo exacerbado e a vulnerabilidade da população.
Em primeira análise, cabe pontuar o agravamento do consumismo exacerbado. Nesse sentido, após a Revolução Industrial, a propaganda cresceu indubitavelmente, resultando em diversos meios de gerar lucro para as empresas. Desse modo, um dos caminhos de atingir essa finalidade foi ampliar a participação dos influenciadores digitais na divulgação de produtos. Por conseguinte, a população é tomada por diversas propagandas feitas por famosos que têm o poder de persuasão na decisão de compra, ampliando o consumismo desenfreado.
Outrossim, outro impacto visto nas escolhas de consumo é a vulnerabilidade do povo. Nesse viés, segundo o sociólogo Karl Marx, o ato da compra é realizado não por necessidade real, mas por uma felicidade fantasiosa. Dessa forma, muitos famosos reforçam o pensamento de Marx realizando publicações que trazem uma falsa sensação de satisfação que a aquisição de determinada mercadoria pode trazer ao cotidiano. Consequentemente, sem o devido senso crítico, há a criação de um cenário vulnerável, no qual o consumo é incentivado para alcançar o bem-estar.
Portanto, ações são essenciais para amenizar o quadro atual. Visando a conscientização da nação, urge que o Ministério da Comunicação crie, por intermédio de verbas governamentais, debates nas redes sociais que informem a população sobre o consumismo desenfreado e a situação vulnerável que os influenciadores podem propagar, mostrando a relevância do uso do senso crítico nas redes sociais, por exemplo. Com essas medidas, espera-se que o panorama visto em “1984” chegue ao fim.