Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 22/08/2021

Os filósofos alemães Adorno e Horkheimer criaram o conceito de “indústria cultural”, cuja ideia está relacionada a uma padronização de valores transmitidos nos veículos de comunicação. Nesse viés, estão inseridos no contexto atual os influenciadores digitais, especializados em instigar seus milhares de seguidores nas decisões de consumo. Assim, é importante analisar o impacto do marketing de influência tanto para a empresas quanto para a sociedade consumista.

A priori, devido ao grande alcance de público e na capacidade que os influenciadores digitais têm de moldar comportamentos, as empresas agora estão investindo neles para divulgar seus produtos. Nesse contexto, segundo a pesquisa da YouPix em 2019, 68% das marcas consideraram o marketing de influência importante em seus planos de comunicação. Portanto, fica evidente que é um grande benefício para as firmas mas que também estimula o consumo exagerado que pode trazer para a sociedade e ao meio ambiente tanto danos presentes quanto futuros, por isso é necessário que acima de tudo, a disseminação da política do consumo consciente seja prioridade.

Além disso, é importante destacar que a alienação torna fácil a manipulação dos indivíduos. Nesse sentido, durante a Segunda Guerra Mundial, Hitler possuía um discurso poderoso que ressaltava a raça ariana, arrastando multidões em favor do nazismo. Essa mesma influência pode se repetir hoje, já que influenciadores argumentam para seus seguidores e interferem nas decisões de compra, estilo de vida e em diferentes opiniões. Assim, além da negligência social, há negligência por parte do governo, que não oferece educação digital para que essa análise seja feita com consciência, deixando-os vulneràveis.

Destarte, medidas precisam ser tomadas para resolver o impasse. O Ministério da Educação juntamente a mídia, deve promover propagandas que evidenciem a vulnerabilidade da população, através de exemplos que deixem explícito os malefícios do marketing de influência relacionado ao consumo excessivo, afim de conscientizar a população brasileira e provocar a reflexão sobre seus comportamentos. É fundamental  também que o MEC ofereça programas de educação  digital nas escolas para orientar os alunos a respeito do assunto, com o objetivo de minimizar os efeitos diretos que a internet e os influeciadores têm sobre a sociedade.