Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 22/08/2021

É essencial analisar o papel que os influenciadores digitais exercem sobre a sociedade contemporânea. Nesse contexto, as atitudes e opiniões do “digital influencer” causam um grande impacto nas decisões dos seus seguidores, principalmente nos jovens. É fato, por exemplo, que ao criarem a imagem de uma vida perfeita, ou atrelarem um certo produto ou comportamento ao seu sucesso desses famosos, é comum, por parte dos seguidores, o sentimento de inveja, inferioridade e a necessidade de consumir. Por esses motivos, é necessário intervir para que o brasileiro aprenda o que fazer por conta própria.

A  princípio, o hábito que os influenciadores digitais tem de expor apenas o “lado bom” de suas vidas, faz com que muito de seus seguidores criem um comportamento auto-abusivo. Diante disso, muitas pessoas atrelam a felicidade do seu ídolo com certa atitude dele ou produto usado, fazendo-as se sentirem inferiores quando não conseguem imitá-lo. Em reflexo disso, é comum o desenvolvimento de depressão (doença que atinge mais de 300 milhões de pessoas, de acordo com a ONU), sendo consequência da baixo autoestima. Em suma, a vida “sem defeitos” de muitos famosos causam danos drásticos na saúde mental dos seus seguidores.

Além disso, a indústria sofre grande influência das propagandas realizadas pelos indivíduos que possuem muitos sujeitos engajados em suas ações. Com isso, o mercado sofre uma movimentação brusca, ocasionando, muitas vezes, na supervalorização de uma mercadoria, excluindo os menos favorecidos financeiramente. Sobre isso, Cristiano Ronaldo, jogador de futebol com maior número de seguidores no Instagram, escondeu duas garrafas de Coca Cola em uma coletiva de imprensa. Como resultado, a empresa perdeu 4 bilhões de dólares na bolsa de valores de Nova York. Sem dúvida, atitudes que promovem ou difamam uma pessoas ou empresa, podem induzir catástrofes no mundo financeiro.

Fica claro, portanto, que o impacto causado nas decisões de consumo, pelos influenciadores digitais, precisa ser amenizado. Primeiramente, cabe aos canais usados como meio de divulgação exigir que as empresas aceitem os seguintes pré-requisitos para a circulação da propaganda: respeitar os direitos humanos, produtos com fins estéticos ou com conteúdo sexual serão direcionados apenas à adultos, e a garantia de idenização, caso o material for de qualidade precrária. Ademais, cabe ao Ministério da Educação, juntamente ao Ministério da Saúde, a incrementação de psicológos nas escolas, com o intuito de ensinar o estudante a se valorizar e tomar as decisões que ele julgue correta. Somente assim, o papel dos influenciadores digitais trará consequencias positivas para a sociedade.